O Brasil precisa voltar às ruas!

Caros amigos

A corrupção é um vício hospedado no homem desde a sua gênese – a Bíblia conta a história de Adão e Eva, uma Serpente e uma Fruta Proibida -. Ela habita a mente humana ombreando com a inveja, com a gula, com a avareza e com suas outras quatro irmãs e se torna um pecado quando, pela força da tentação, ultrapassa a barreira das virtudes, abandona a consciência e se transfere ao comportamento.

Assim como as bactérias que habitam o corpo humano e que, ao encontrarem ambiente propício, vencem a barreira dos anticorpos, multiplicam-se e colocam em risco a vida do hospedeiro, a corrupção, pode tomar conta de uma parcela significativa do organismo estatal e comprometer a vida de toda uma nação, como ocorre hoje no Brasil.

O Partido dos Trabalhadores – em meio a tantos desserviços prestados ao País, graças à ganância e à soberba com que assaltou o erário – tornou evidentes os efeitos e, principalmente, a abrangência da corrupção que contamina a nossa classe política e dirigente.

Antibióticos com o potencial de Sérgio Moro e de Deltan Dallagnol e um time especial de Juízes, Procuradores e Policiais Federais, juntamente com a população indignada, no papel de anticorpos, entraram em ação e passaram a combater o mal. O primeiro resultado da reação foi o impeachment da “presidenta” Dilma Rousseff e a evacuação do PT pela saída dos fundos da história.

Hoje, graças às primeiras prisões e às muitas delações premiadas, os corruptos – como bactérias mutantes – tomam medidas para tornarem-se imunes ao tratamento que irá tirá-los de circulação e que eliminará o caldo de cultura que lhes dá vida: A “Operação Lava-jato” e as “10 Medidas Contra a Corrupção     “.

Buscam aperfeiçoar seus mecanismos de autodefesa e, tanto no Congresso como no Governo Federal, o instinto de sobrevivência transforma-se em desaforo e caradurismo para fazer face à reação popular e ao tratamento judicial, abusando da paciência do povo e da competência dos operadores da lei.

A indicação para o STF de um jurista cuja isenção de julgamento é duvidosa e a colocação de amigos ao abrigo do privilégio de foro – atitudes conhecidas e abomináveis, praticadas anteriormente pelo execrado Partido dos Trabalhadores -, põem em xeque a competência do governante para levar a bom termo o mandato que lhe foi confiado por sucessão constitucional, sob aplausos da esperança popular.

Uma reunião realizada na intimidade de uma embarcação entre o candidato a ministro e parte de seus avaliadores autoriza supor a construção de conchavos ao arrepio do interesse do direito, da vontade e da necessidade nacionais.

A composição majoritária e a entrega da presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a um grupo de políticos relacionados com crimes de corrupção e caixa dois é uma forma insolente de zombar da paciência do povo. Não menos sintomática foram as eleições para as presidências da Câmara e do Senado!

O Presidente e o Congresso perderam a cerimônia e estão a reagir às consequências dos ilícitos de que são suspeitos com práticas que a eles se somam. Estão a merecer um alerta oportuno e veemente da vontade popular, nos moldes que lograram frustrar o plano petista de poder e que atribuíram ao Presidente Michel Temer a tarefa de completar o mandato em curso dentro da lei e da ordem e que mostraram ao mundo que o povo brasileiro acordou e que está atento aos seus interesses.

Com a palavra e a iniciativa os líderes e os coordenadores dos grupos patrióticos que protagonizaram históricas manifestações de rua e a abertura das vias de acesso para o novo e árduo recomeço da Nação brasileira!

Gen Bda Paulo Chagas

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Conclusões sobre a greve da PMES

Caros amigos

É fácil comprovar, e nunca é demais repetir, que o fim do Regime Militar ensejou o início de um estudado e deliberado clima de libertinagem que nos conduziu, ao longo dos últimos 30 anos, à exacerbação do desmando, da corrupção, da impunidade e da compensação do crime, fazendo com que chegássemos, nos dias de hoje, ao caos e ao império da criminalidade.

O primeiro marco temporal dessa planejada “evolução” foi a promulgação da nossa Constituição “Cidadã” – aglomerado de direitos deliberadamente dirigidos aos “cidadãos” portadores da “necessidade especial” de protegerem-se da ação coercitiva do Estado.

Desde antes da chegada do PT ao poder – etapa fundamental de um plano totalitário, comunista, elaborado pelos integrantes do Foro de São Paulo – além da crescente libertinagem, falsamente apresentada como “liberdade”, procedia-se a uma inescrupulosa campanha de demonização, desmoralização e cooptação das FFAA e das Polícias Militares, procedimento fundamental para o sucesso do plano.

A criação da Comissão Nacional da Verdade e a criminalização da ação policial militar face à violência crescente da bandidagem, cada vez mais estimulada a organizar-se, são evidências dessa componente do plano.

O fim da influência do Exército sobre as PM – Forças Auxiliares – com o esvaziamento da Inspetoria Geral das Polícias Militares (IGPM), cedeu terreno para que o Poder Político ocupasse esse espaço e buscasse transforma-las em milícias a serviço dos interesses políticos e ideológicos dos governos estaduais. A promoção de um Major a Coronel, contrariando todas as regras de promoções, para em seguida nomeá-lo Comandante Geral da Brigada Militar, durante o governo de Tarso Genro, no Rio Grande do Sul, é o exemplo mais gritante dessa nefasta “evolução”.

A ditadura do “politicamente correto” e a hipocrisia dos defensores dos “direitos humanos” tolheram a tal ponto a atuação das PM que chegamos à nunca imaginada marca das 60 mil mortes violentas por ano e, no mesmo período, ao recorde mundial de assassinatos de policiais.

Em que pese à ilegalidade, à inoportunidade e aos resultados fatídicos da atual greve da PM do Espírito Santo – que transformou o estado em área liberada para todos os tipos de crimes -, a sua ausência nas ruas deixou comprovada a sua eficiência na contenção do índice de criminalidade intencionalmente estimulado pelo plano macabro de poder da esquerda revolucionária, liderada pelo Partido dos Trabalhadores.

A forma escolhida pelos Policiais Militares para sensibilizar o governo do Estado para a sua degradante situação salarial é também reflexo da perniciosa politização de seus quadros mais graduados, porquanto a hierarquia, a disciplina, o sentido da autoridade e a tradição – pilares de qualquer organização que se quer militar – são fatores que asseguram, além do amor próprio e do espírito de corpo, a confiança nos chefes, selecionados por seus méritos pessoais e profissionais para o exercício do Comando e para assegurar os interesses corporativos de quem diariamente arrisca a vida para cumprir o seu dever.

O ingrediente mais importante da liderança bem sucedida é a confiança. Um líder militar é alguém que identifica e busca, a qualquer custo, a satisfação das necessidades legítimas de seus liderados. A autoestima é fundamental para a eficiência dos soldados e inclui a necessidade de sentir-se valorizado, tratado com respeito, apreciado, encorajado, tendo seu trabalho reconhecido e justamente recompensado.

A autoridade do Comandante se estabelece quando há a certeza de que ele serve aos subordinados e sacrifica-se por eles, pela instituição e pelo compromisso de todos com a nobreza da missão, acima de qualquer interesse pessoal.

O lamentável episódio, além das conclusões acima e de muitas outras que o estudo minucioso do caso possam trazer, permite, em particular, enaltecer o exemplo de prontidão das FFAA brasileiras para acudir a sociedade em perigo em quaisquer circunstâncias e locais do território brasileiro, põe em dúvida o custo benefício da manutenção de uma Força Nacional de Segurança Pública nos moldes atuais e, por fim, mas não por último, prova o desserviço à segurança pública e pessoal causado pela lei do desarmamento dos homens e das mulheres de bem, diante da impossibilidade de desarmar os criminosos, este sim, um efetivo atentado aos direitos humanos dos humanos direitos!

Gen Bda Paulo Chagas

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Para onde devemos dirigir o esforço da nossa vontade coletiva?

Caros amigos

Muitas coisas mudaram nesses últimos quatro ou cinco anos, devido ao fato de que uma parcela significativa do povo brasileiro acordou da letargia e, graças às facilidades de comunicação criadas pelas redes sociais e de computadores, conseguiu unir-se em torno de um ideal: “Deixar de ser enganado, iludido e roubado pela classe política e, sem perder de vista os valores e anseios de cada um, rejeitar, em diferentes escalas e extensões, as causas do drama que, hoje, a TODOS aflige”.

Esta mesma força democrática – a vontade da maioria – desde 1985, vinha apoiando e avalizando a proposta que, trinta anos depois, nos fez chegar a esta crise maldita.

Começamos a reagir ao erro há cerca de cinco anos e, a partir daí, definimos o que não mais queríamos para o Brasil e defenestramos uma presidente inepta e alvo de investigações que, possivelmente, a levarão para a cadeia junto com centenas de políticos e empresários que se locupletaram do erário enquanto assistíamos a tudo como se não fosse um problema nosso!

Ela está sem mandato, mas, contrariando a nossa expectativa, mantém os direitos de cidadã, como se fosse um de nós, fato que se explica pela quase completa contaminação corruptiva do poder político, ambiente onde tramam e transitam as mais importantes “lideranças” do País que, por todos os meios que a hipocrisia lhes confere, dificultam, com a vã intenção de impedir, a transformação que, em nova investida da vontade popular, está sendo implementada, com justificada lentidão.

Afinal, foram três década de aparelhamento e plena liberdade de ação para os malfeitores que, ao receberem mandatos populares, julgavam-se acima do bem e do mal. Qualquer tentativa de reversão deste processo por método não político e legal, intensivo ou violento, trará consigo o risco de descompor a maioria e reverter o quadro e o rumo tomado a partir da constatação do erro coletivo.

O impeachment da presidente foi o clímax de um processo que abriu-nos a porta para outro destino. Ao transpô-la, nos deparamos com uma infinidade de tarefas a priorizar, caminhos a seguir e apenas algumas certezas: não será fácil, nos tomará tempo e exigirá atenção, perseverança e novas escolhas.

As condições atuais, nos impõem regular curto o movimento e definir com parcimônia as prioridades, visto que marcharemos em direção ao primeiro objetivo na companhia daqueles que devemos defenestrar assim que o atingirmos.

Os políticos sabem que estão em desgraça e correm contra o tempo, acossados pela “Vara de Moro” e apostando na “morosidade” da corte que os julgará, e tudo farão para chegar a 2018 ainda em condições de participar de um jogo que só ganharão se nós não tivermos ainda aprendido a jogar.

Assim sendo, nossas atenções têm que estar voltadas, prioritariamente, para o equacionamento da crise econômica a qualquer custo, para o sucesso da “Lava Jato” em todas as suas instâncias, para a aprovação das medidas de combate e prevenção da corrupção e para a anexação do voto impresso à urna eletrônica.

Isto nos permitirá chegar a 2018 em condições de promover a tão necessária renovação de caras e nomes na política e de selecionar e eleger propostas efetivas e não demagógicas ou politicamente corretas para as crises nas áreas prioritárias da atuação do Estado: Saúde, Segurança e Educação.

É o que, objetivamente, penso que deve merecer o esforço da nossa vontade coletiva. Temos que ter consciência de que não há condições nem tempo para resolvermos todos os problema ao mesmo tempo. Se nos detivermos em discussões estéreis, fora do foco, perderemos o rumo e a unidade que nos fez fortes até aqui, e que nos permitiu agir, com sucesso, no ponto e no momento certos.

Gen Bda Paulo Chagas

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O exemplo de David Canabarro‏ merece ser revisto

Caros amigos

Há alguns anos, escrevi que, apesar do cuidado com que vigiamos, participamos e acompanhamos a evolução dos acontecimentos relacionados à política nacional, somos surpreendidos por informações e posturas alarmantes e até chocantes.

Daquela feita, compartilhei o fato de ter sido informado da existência, em território nacional, de um significativo efetivo de mercenários a serviço de potência estrangeira, que, por intermédio de ações clandestinas, preparavam a tomada do poder no Brasil.

Segundo me foi dito à época, esses alienígenas estariam acompanhando o ambiente interno, para, em momento oportuno, intervir militarmente, visando a derrubada do governo e a colocação de brasileiros preparados por eles para assumir o controle do país, que, a partir de então, passaria a ser tutelado pela potência estrangeira contratante dos mercenários e dos “patriotas” que o assumiriam em seu nome.

Se isto for verdade, temos que acreditar também que esses mercenários estejam sendo acolhidos e acobertados no Brasil por pessoas compradas ou descrentes da possibilidade de mudar os rumos do país por meio de ação interna e legítima de uma sociedade que acordou, pelos próprios meios, da letargia que lhe impuseram a hipocrisia do assistencialismo, o oportunismo dos corruptos e corruptores e a atuação deletéria da mídia comprada e traidora, entre outros alucinógenos de massa.

Face a este absurdo, temos para nos orientar o insofismável exemplo do Gen David Canabarro, durante a Revolução Farroupilha, respondendo, mediante ofício, à oferta de apoio de Juan Manuel Rosas, da Argentina: “Senhor o primeiro de vossos soldados que transpuser a fronteira, fornecerá o sangue com que assinaremos a paz com os imperiais. Acima de nosso amor à República está nosso brio de brasileiros”.

Foi este brio de brasileiro que me fez e faz indignar a cada vez que tenho contato com este tipo de informação ou sugestão! O Brasil não precisa, como nunca precisou, de qualquer força ou ação externa para resolver seus problemas e divergências políticas ou ideológicas. Eu e, com certeza, a imensa maioria dos brasileiros espelham-se no exemplo de David Canabarro para dizer ao mundo que esta terra tem dono e ele só precisa de si mesmo para cuidar dela!

Gen Bda Paulo Chagas

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INTERVENÇÃO MILITAR – LEGITIMIDADE VERSUS LEGALIDADE.

Caros amigos
A Constituição Federal de 1988 não diz que os militares podem intervir na política. Diz que as FFAA destinam-se a garantir as INSTITUIÇÕES, a LEI e a ORDEM, SEMPRE sob a AUTORIDADE SUPREMA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, mesmo quando solicitadas a agir por qualquer dos outros poderes (Legislativo ou Judiciário).
A CF não dá aos militares, portanto,  nenhuma autorização para agir por iniciativa própria. Todavia, ISTO NÃO OS IMPEDE DE FAZE-LO, mas, se o fizerem, estarão realizando, conscientemente, um GOLPE MILITAR, por mais nobre e necessária que seja a iniciativa.
No Brasil de hoje, tomar uma atitude como esta envolve elevado risco de mortes e derramamento de sangue de irmãos brasileiros, o que, talvez, não tenha grande significado para quem não foi formado para dissuadir agressões externas e defender e respeitar o povo do qual faz parte.
Isto pode parecer simples efeito colateral para quem não tem, nem nunca terá, sobre seus ombros e consciência o peso da responsabilidade por essas mortes.
Mais simples ainda pode parecer para quem é patologicamente desequilibrado – e, por isto mesmo, nunca poderá ser ou poderia ter sido militar – como alguns que, incoerentemente e desprezando princípios democráticos,  advogam por atitudes radicais idênticas às dos Castro e de Guevara quando tomaram Cuba!
Só quem não confia nem tampouco conhece as FFAA brasileiras quer decidir por elas a tomada de uma iniciativa tão desastrosa.
Digo e repito, uma intervenção militar na política PODE ser legitima e necessária, mas NÃO tem amparo legal e só se justifica se for para evitar um mal maior do que o que causará!
O atual governo é fruto de uma pressão popular exercida dentro da norma constitucional e conhece o comprometimento dos militares com a legalidade, mas, acima de tudo, com o Brasil!
Não é por outra razão que, no ambiente adverso em que se organizou para superar a pior crise política,  moral e econômica da nossa história, não tem negligenciado da competente e comprometida assessoria dos militares escolhidos para, com ele, dar cumprimento e bom termo ao curto mandato que lhe cabe.
É como eu penso e, com toda a certeza, é como pensam e deverão proceder os Comandantes das FFAA.
Gen Bda Paulo Chagas

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CRÍTICA À PROPOSTA DE EXTINÇÃO DAS POLÍCIAS MILITARES

Caros amigos

O foco da PEC 51 – apresentada pelo Senador Lindbergh Farias, do PT -, é a desmilitarização das Policias Militares e a criação de novos órgãos de fiscalização da atividade policial, com o objetivo de incrementar a nefasta  interferência política na sua execução.

A “Ouvidoria Geral” – novidade proposta com vistas à auto defesa do autor -, por exemplo, poderá ter acesso aos dados sigilosos das investigações, durante a sua realização, o que tornará ainda mais difícil e vulnerável o desempenho da função policial, tolhida por uma estrutura legal que, a partir da Constituição de 1988, obstrui a ação coercitiva do Estado, dando margem à compensação do crime por intermédio da dificuldade para investiga-lo e puni-lo.

A pretensa interferência na formulação curricular das academias de polícia, em que pese o sempre necessário aperfeiçoamento da formação de quaisquer  profissionais, abre possibilidade para que haja ingerência indevida, ideológica, na formação dos policiais, o que poderá trazer em seu bojo consequência desastrosas para o foco da atividade, para a harmonia interna das corporações e para a já debilitada democracia brasileira. Este é um tema a ser acompanhado de perto pela sociedade organizada, de forma a que os currículos estabelecidos sejam compatíveis e coerentes com a eficiência e com a isenção ideológica tão necessárias à Segurança Pública.

A enfática inserção de termos como “transparência” e “controle social” ressalta o viés ideológico do formulador e denuncia a desonestidade dos propósitos alegados.

No que se refere ao incremento da Segurança Pública, a PEC é apenas retórica, sendo, por outro lado, claramente incisiva no que se refere ao controle e à inibição da atividade policial, bem como na discriminação de seus agentes, pois ignora o Artigo 5º da constituição que quer emendar e propõe leis especiais para abusos e ilícitos cometidos por policiais, como se estes não fossem iguais aos demais cidadãos perante a lei. Ao assim propor, atribui as deficiências operacionais das Polícias Militares à sua “truculência” e não à leniência e às incoerências do espírito constitucional e das leis subsequentes.

A ideia de carreira única para uma “nova polícia”, com entrada por concurso e ascensão ainda não definida, enseja a possibilidade de que esta seja feita por influência política, transformando o estamento policial em órgão definitivamente à disposição dos interesses políticos e não das necessidades politicamente incorretas da Segurança Pública.

A propositura de que os órgãos policiais deverão ser organizados por tarefas especializadas, ostensivas, preventivas, investigativas e de persecução criminal, nos níveis municipal, estadual e federal, permite concluir que o número de órgãos policiais deverá multiplicar-se para além das capacidades governamentais de coordenação, controle e inteligência, com todos os inconvenientes relacionados a custos, efetivos e jurisdições, o que elevará a complexidade da atividade a níveis de ineficiência nunca vistos.

A criação de uma “Ouvidoria/Corregedoria Externa”, sobrepondo-se às instâncias internas já existentes em cada órgão policial, com autonomia orçamentária e funcional, é outra proposição que, além de permitir embargo a investigações e inquéritos, representa mais instâncias, mais burocracia, mais morosidade, mais custos, mais interferências e menos eficiência na ação policial, o que vem ao encontro do objetivo final da PEC, qual seja, o controle da atividade em detrimento dos seus resultados.

Estas conclusões, mesmo que superficiais, nos permitem lembrar que a criação das Polícias Militares remonta ao período colonial e não ao do Regime Militar, durante o qual a luta contra o terrorismo rural e urbano, com a participação significativa das Forças Policiais Militares e Civis,  foi vencida com perdas que não chegaram a meio milhar de pessoas em duas décadas – cifra incomparável com as produzidas pela impunidade dos últimos tempos.

Por que então teremos que substituir o que já mostrou, historicamente, sua competência, eficiência e eficácia por algo proposto por um partido político conhecido internacionalmente por seu relacionamento com o crime organizado?

Repito, ainda, que – assim como as FFAA são treinadas para empregar a violência legal do Estado em defesa da soberania e dos interesses nacionais, enquadradas por direitos e princípios morais e éticos que fazem de seus integrantes combatentes e não mercenários – as Polícias Militares são treinadas para empregá-la no enfrentamento de criminosos, em benefício da Segurança Pública, enquadradas pelas leis e pelos mesmos direitos e princípios morais e éticos que fazem de seus integrantes Policiais e não milicianos!

O Brasil vive a pior crise da sua história e deve este fato, principalmente, à permissividade criada por quem dela pretendia valer-se para tomar em definitivo o poder da República. A desmilitarização das Polícias faz parte deste plano e, portanto, é proposta a ser rejeitada pela vontade nacional, respaldada na competência, no profissionalismo, no comprometimento, nas tradições, na fidelidade à missão, no orgulho e no elevado espírito de corpo das Polícias Militares de todos os Estados brasileiros.

Gen Bda Paulo Chagas

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É NATAL!

Caros amigos
Mais uma vez nos reunimos para comemorar o Natal de Jesus e, como sempre, O buscamos em nossos corações para reafirmar nossa crença nos Seus ensinamentos e no Seu exemplo de confiança e de determinação para enfrentar os desafios do Seu destino.
Nem sempre, na alegria dos nossos sucessos, temos entendido ou percebido a Sua presença e deixamos de agradecer-Lhe a proteção e a inspiração que nos permitem construir o futuro que queremos e que podemos construir.
Se não o fizemos antes, fazemos hoje, quando, mesmo os incrédulos sentem uma maravilhosa sensação de paz, de esperança e de fraternidade que a todos aproxima de Deus.
Rogamos-Lhe para que sejamos capazes de prolongar este estado de espírito agradecido e amoroso por todos os dias do ano que se aproxima e que a nossa consciência não nos permita jamais esquecer o motivo do Seu padecimento na cruz!
Pedimos-Lhe também que faça chegar esta mensagem de fé e amor aos nossos entes queridos, familiares e amigos, aqueles que com Ele já estão e que tanta falta nos fazem, para que a nossa saudade engrandeça-lhes ainda mais a alegria de estar ao Seu lado.
FELIZ NATAL A TODOS !
Paulo Chagas e família

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