O saneamento e a desratização do Brasil

Caros amigos

A corrupção acompanha o homem desde a sua criação. O Livro do Gênesis traz o que teria sido a sua primeira manifestação e que teve como consequência a expulsão de Adão e Eva do paraíso. Foi ela que fez com que Judas entregasse Jesus aos guardas de Caifás. A corrupção é, portanto, um vício hospedeiro da natureza humana.

Há bactérias que também são hospedeiras, não da natureza, mas do corpo humano. Um desequilíbrio qualquer que propicie a sua reprodução fora do controle harmônico do organismo pode, em determinadas circunstâncias, levar à septicemia e ao óbito.

Os ratos, por sua vez, são, há 10.000 anos,  hospedeiros do convívio social dos humanos e, assim como as bactérias, sua reprodução descontrolada pode ser causa de mortíferas epidemias, como a que, em meados do século XIV, causada por bacilos transmitidos por pulgas de ratos, matou cerca de 25 milhões de europeus – um terço da população do continente naquela época.

Em 2002, o Partido dos Trabalhadores produziu um vídeo associando ratos que roíam a Bandeira do Brasil à ação deletéria dos corruptos. Como não se pode escrever “corrupto” sem passar pelo PT, a imagem tornou-se a mais fria, pura e dura realidade do mal que, como uma epidemia, aflige a Nação nos últimos 12 anos!

A proliferação de ratos e bactérias – os corruPTos – contaminou quase todos os tecidos sociais e órgãos da administração pública, comprometendo as saúdes financeira e  moral do País e, com elas, a segurança, a saúde, a educação e as conquistas sociais dos cidadãos, o progresso, a liberdade, a democracia e o futuro do Brasil.

Assim como as septicemias bacterianas devem ser combatidas com cargas de diversos antibióticos e a desratização com todos os meios e artifícios criados pelo homem, a corrução e os corruPTos devem ser atacados com todos  os recursos legais disponíveis para a proteção da sociedade  e para o saneamento da política, do governo e da gestão pública.

Assim como para destruir as bactérias e matar os ratos é necessário conhecer seus hábitos e suas formas de ação, para vencer os corruPTos, é preciso conhecer suas estratégias, táticas, técnicas e procedimentos.

Deng Xiao-Ping, líder da abertura econômica chinesa disse, com muita propriedade e objetividade, que “não importa a cor do gato o que importa é que ele cace os ratos”, melhor dizendo, não importa como, quem ou de que forma seja feito, o importante é fazer o que tem que ser feito!

No momento, além do apoio e do aplauso ao trabalho do heroico Juiz Sérgio Moro e sua equipe, o que tem que ser feito é o que os comunistas fazem muito bem, isto é, a combinação de uma “pressão de cúpula” com uma “pressão de base”, ou seja, a ação de uma “maioria ativa” no Congresso – não necessariamente numérica – constituída pelos políticos comprometidos com a causa liberal, combinada com manifestações de massa como as de 15 de março e 12 de  abril e a do próximo dia 27 de maio, quando protocolaremos o impeachment da Governanta Dilma Rousseff.

Assim como temos exigido atitudes dos políticos que se dizem identificados com a causa do saneamento nacional, temos que exigir de nós mesmos – cidadãos comuns, honestos e amantes desta terra – a participação efetiva naquilo que nos cabe e que tem que ser feito.

De pouco adiantam nossos escritos, publicações, cartas abertas, vídeos, postagens e até mesmo as Ações Populares que ajuizamos se não sairmos às ruas para mostrar nosso repúdio e aquilo que queremos.

Se não empenharmos nosso tempo, nosso suor e nossa energia e se não gastarmos as solas de nossos sapatos, como exemplarmente fazem os jovens do Movimento Brasil Livre, dificilmente conseguiremos dar efetividade ao saneamento e à desratização do Brasil!

Gen Bda Paulo Chagas

=Venham todos ocupar a Esplanada em 27 de maio!=  

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Por que temos que estar em frente ao congresso no dia 27 de maio?

Caros amigos

No Brasil, desde a primeira constituição republicana (1891), os membros da Suprema Corte são indicados pelo Presidente da República e, visando a assegurar a independência dos poderes, são submetidos à aprovação do Senado Federal. Ou seja, dois poderes independentes participam da composição do terceiro. Esta metodologia tem sido mantida em todas as constituições brasileiras.  Por que então a nomeação do Sr Luiz Edson Fachin é considerada uma ameaça à liberdade, à democracia, à moral cristã e à propriedade privada, entre outras levantadas a partir  da “obra” do indicado?

Sob a liderança de Lula da Silva e Dilma Rousseff, os governos petistas quebraram o Brasil, destruíram a sua mais importante empresa e comprometeram a economia e o desenvolvimento da Nação por vários anos, desviando dinheiro público para contas particulares e partidárias. Por que, então, ainda não fizeram um “mea culpa”, já que o mundo inteiro sabe que são eles, sua doutrina e seu “mau-caratismo” os responsáveis pelo caos? Por que o prejuízo que causaram tem que ser pago pelo contribuinte antes que os responsáveis sejam simplesmente presos, julgados e punidos?

Por que o governo, para reequilibrar suas contas, apresenta, e o congresso aprova, uma redução de benefícios sociais e um reajuste fiscal, com sacrifício flagrante para os contribuintes, e não reduz os seus próprios custos, mantendo 39 ministérios para os amigos e apoiadores e milhares de empregos públicos bem remunerados para os “amigos incapazes e incompetentes”, cujo caráter não é nem duvidoso?

Por que o atual presidente do senado recebeu em sua residência o ex presidente Lula da Silva, um agitador de massas e testa de ferro de um “exército de arruaceiros”, e se compromete a apoiar e aprovar as proposições de um governo reconhecidamente corrupto e incapaz de solucionar os problemas que ele próprio criou?

Por que a proposta de reforma política, a ser apresentada ao congresso por uma comissão criada para fazê-lo, contempla a manutenção do status quo  que, no final das contas, é o responsável pela existência dos “picaretas” que temos elegido e reelegido para representar-nos na “casa do povo”?

As respostas a estas perguntas, que todos os brasileiros minimamente instruídos conhecem, nos levam a concluir que os princípios republicanos, que deveriam, pela independência dos três poderes, garantir a liberdade, a democracia, o progresso, a ordem, a moral cristã e o respeito à propriedade privada, ao mérito, à inteligência, à honestidade e às iniciativas produtivas dos cidadãos, vêm sendo deturpados e desvirtuados, ao longo das últimas décadas, particularmente nos últimos doze anos,  por um acordo tácito, não declarado, entre os poderes – executivo, legislativo e judiciário -, de forma a assegurar, através de conchavos e artimanhas, a sua permanência na vida pública  e o poder ao longo dos tempos!

Face ao nível de organização, apropriação e coordenação que, sob nossos olhos pouco vigilantes e ingênuos, os oportunistas e os políticos profissionais conseguiram atingir, fica respondida a pergunta título deste texto e, mais do que isto, acentua a importância da manutenção, do fortalecimento e do apoio às iniciativas reacionárias como a dos jovens integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) que, em 27 de maio, após 33 dias de marcha, desde São Paulo, baterá às portas do congresso para dizer “BASTA” à trama de que estamos sendo vítimas!

Como cidadãos brasileiros, vivemos os mais graves e decisivos anos de nossas vidas.

Segundo o mestre Sun Tzu, temos a vantagem de conhecer o inimigo e a manobra a executar,  portanto,  não podemos fugir da responsabilidade que o destino e a oportunidade quiseram que caísse sobre nossos ombros e assim faremos, cada um a seu modo e dentro das suas possibilidades.

Pelo bem do Brasil, pelo nosso futuro e pelo dos nossos filhos e netos, temos que responder ao desafio e vencê-lo com galhardia, perseverança e patriotismo, contando com o apoio das instituições que, por sua natureza, não estão contaminadas ou envolvidas nesta conspiração de lesa pátria!

Gen Bda Paulo Chagas

=Nenhuma ditadura serve para o Brasil=

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A duvidosa franqueza do Dr Fachin

Caros amigos

Assisti, hoje, parte da arguição do Dr Luiz Edson Fachin pelo Senado Federal. Confesso que me teria dobrado à sua simpatia, à sua verve e à sua argumentação se não soubesse que foi indicado pela Governanta Dilma Rousseff para o cargo pelo qual era avaliado.

Poucos brasileiros se interessariam pela sabatina e pela pessoa do sabatinado se não fossem conhecidos os interesses escusos, as artimanhas e a falsidade visceral do partido do governo e seu projeto de poder, particularmente após o escárnio de que foram vítimas na eleição que renovou o mandato da Sra Dilma Rousseff.

Desta forma, Fachin foi à arguição com seu dossiê aberto, conhecido e estudado por todos que efetivamente se interessam em solapar a estratégia do Foro de São Paulo (FSP) para o Brasil e sua transformação em outra Venezuela.

Se não fosse a máxima do “dize-me com quem andas e te direi quem és”, o Dr Fachin poderia ser uma unanimidade, mesmo que burra, conforme Nelson Rodrigues, mas, infelizmente, para ele, ele carrega e carregará para sempre a suspeita sobre a sinceridade do seu discurso face à vinculação do seu nome ao PT e à Governanta Dilma. Diz uma coisa hoje, mas, será que não fará outra amanhã? Não consigo esquecer que até a vaca tossiu!

É difícil acreditar na franqueza de um advogado que, em qualquer tempo e por qualquer razão, tenha vinculações e simpatia pelo MST, mesmo conhecendo os métodos destrutivos pelos quais este agrupamento de desordeiros “luta” por suas supostas causas.

Sabendo que o domínio do judiciário é etapa do plano de poder do PT, mesmo após a interposição do obstáculo da “Lei da Bengala”, fica muito difícil acreditar no discurso do simpático Dr Fachin!

Para o bem da Nação, é preciso continuar o empenho pela reprovação do seu nome no plenário do Senado, na próxima terça feira, lembrando sempre que não se deve ceder terreno ao adversário e que toda e qualquer derrota de Dilma e do PT mais reforça a defesa da democracia no Brasil!

Paulo Chagas

Cidadão brasileiro, morador de Águas Claras, Distrito Federal

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Operações OVERLORD e OVER-ROBBERY, semelhanças, contrastes e ensinamentos

Caros amigos

O uso de fintas e simulações é comum nas operações militares, táticas e estratégicas, e visa a iludir o inimigo ou provocar-lhe alguma reação do interesse dos planejadores.

Na operação OVERLORD – II Guerra Mundial -, cujo desencadeamento é conhecido como o “Dia D” ou “Invasão da Normandia”, os aliados fizeram uso da simulação de um “exército de borracha”, sob o comando do Gen Jorge Patton, considerado pelo nazistas como o mais brilhante  dos generais aliados.

O ilusionismo visava a  induzir o inimigo a pensar que a invasão se daria no ponto lógico de uma operação daquela envergadura, o Passo de Calais, quando, na verdade, ela seria na Normandia.

O disfarse incluía, além de simulacros de instalações, suprimentos, viaturas, blindados e todo o tipo de armamentos, o intenso tráfego de mensagens que caracterizam  a preparação de um exército para o combate.

O sucesso do estratagema foi total. O inimigo esperava em Calais, o desembarque se deu na Normandia.

Lembrei-me deste episódio ao ouvir propaganda do Partido dos Trabalhadores pelo rádio, visando, também, a dissimulação diante do inimigo, a população brasileira!

A estratégia marqueteira objetivava resgatar a falsa imagem de baluarte da moral e da ética que durante muitos anos dissimulou a verdade sobre o caráter totalitário do partido e a sua vocação para a corrupção e para a administração fraudulenta dos recursos públicos. Referia-se justamente às simulações de comprometimento com a lisura da gestão governista nos últimos 12 anos representada pela criação da Controladoria Geral da União (CGU) e do Portal da Transparência.

O primeiro correspondendo ao falso “Exército de Patton” e o segundo à simulação do tráfego de mensagens que reforçaram a ilusão da sua existência. Ou seja, a sua criação visou a chamar para si a atenção do inimigo (o povo)  de forma a dar liberdade de manobra para a verdadeira operação de patifaria  que se desenvolvia  fora das suas vistas e fogos!

A operação como um todo, ou seja, o Governo do PT, que pode ser comparada com a do “Dia D” e receber o nome de OVER-ROBBERY, obteve sucesso por algum tempo, mantendo a falsa impressão de que o governo era honesto, que “controlava com transparência” a administração pública e que o povo (o inimigo) estava (des)informado do destino do seu dinheiro. Todavia, a traição de um dos operadores da manobra real – a verdadeira, não simulada -, revelou o fio da meada e as artimanhas do “Mensalão” e dos “Fundos de Pensão”. Mais tarde, uma “lavagem a jato” descobriu a tramoia do“Petrolão”, agora a do “CARF” (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) e, em breve, a que poderá ser chamada de “Empréstimos Irmãos”  do BNDES!

O  sucesso da OVERLORD deveu-se principalmente ao respeito dos planejadores à inteligência do inimigo, coisa que nunca foi fator preponderante no planejamento da OVER-ROBBERY, que subestimou, além da inteligência, a paciência do inimigo e acabou revelada, apesar dos simulacros de controle e transparência, e provocou sua reação em direção contrária ao colimado pelos seus mentores.

Graças à incompetência e à arrogância desmedida dos petistas e de seus líderes, nós, o inimigo, estamos revertendo o quadro da situação e, como os aliados em 1944, temos ainda pela frente muitas lutas, muito suor e lágrimas a derramar e batalhas a vencer até que chegue o nosso “8 de Maio” e que possamos fazer ao mundo o nosso “V” da vitória!

Perseverança e garra!

Gen Bda Paulo Chagas

= Nenhuma ditadura serve para o Brasil =

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O cumprimento do dever e as armas da Nação

Caros amigos

Prestígio não se ganha. É algo que se conquista com atitudes e propósitos sérios e honestos. No caso das Forças Armadas, alicerçados no mais alto grau de patriotismo, na determinação, na abnegação, na disciplina e no comprometimento, entre outros atributos.

Para o cumprimento da missão de defender a Pátria e de garantir a lei e a ordem, a identidade das FFAA com a sociedade em nome da qual empunham suas armas é condição básica de legitimidade e de eficiência.

Como disse, há algum tempo, um Comandante do Exército: “o Exército não tem coloração político partidária”. Dito que  corrobora mensagem do saudoso estadista cearense, Marechal Humberto de Alencar Castello Branco, nos idos de 1964, quando exercia a chefia do Estado Maior do Exército: “Os meios militares nacionais e permanentes não são propriamente para defender programas de Governos, muito menos a sua propaganda, mas para garantir os poderes constitucionais, o seu funcionamento e a aplicação da lei”.

Esta sólida convicção confere às FFAA a estrutura moral que lhes permite suportar os desafios das circunstâncias sem perder de vista o comprometimento com a missão constitucional e com a garantia de sua efetiva execução, independente da qualidade e da quantidade dos meios de que dispõe,  do governo da ocasião ou mesmo de quem as esteja comandando.

O clamor público, difundido em manifestações de rua e pelas redes sociais, demonstra a contrariedade e a desaprovação da sociedade à desonestidade e à incompetência do atual governo, evidenciadas pela falência generalizada da gestão pública e das empresas sob influência da sua ambição.

Os dirigentes políticos conhecem tanto o poder do prestígio conquistado pelos soldados quanto as vulnerabilidades que a descoberta de seus malfeitos e improbidades representam para o governo. Conhecem, também, frustrados, o descolorido político e o comprometimento único do Poder Militar com o Estado brasileiro.

A Nação, parece, está cansada de ser enganada e de enganar a si mesma e dá-se conta de que as suas mais poderosas armas são o amor-próprio, a autoestima, o orgulho, a consciência dos seus direitos e deveres e a vontade de lutar para garanti-los.

Aconteça o que acontecer os soldados saberão cumprir o seu dever e, sem desmerecer o prestígio e a confiança que lhes dedica a Nação, saberão respaldar, com o seu poder, o legítimo emprego dessas armas!

Gen Bda Paulo Chagas

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O “Exército de Sempre” e o caminho do dever

Caros amigos

Em 2002, como Comandante da 7a Brigada de Infantaria, Brigada Felipe Camarão, em Natal/RN, cumprindo o dever de manter os meus subordinados informados, consultei oficialmente o Centro de Inteligência do Exército (CIE) a respeito da posição do EB sobre uma série de assertivas do filósofo Olavo de Carvalho, que denunciavam a conivência do governo com o MST.

Em 2003, transferido para o Rio de Janeiro, cursei a Escola Superior de Guerra – hoje ameaçada de deixar de ser de Guerra para ser de Defesa, bem ao gosto do revisionismo pernicioso de que o Brasil tem sido vítima.

Em 2004, servindo no Estado Maior do Exército, entreguei aos meus chefes imediatos um documento pessoal que, entre outras coisas, dizia:

“Infelizmente, entendo que, se as Forças Armadas continuarem silenciosas em relação aos atos e fatos que interferem em sua missão constitucional, ocorridos interna ou externamente, mantendo-se, por inação, coniventes com os projetos de poder do governo da ocasião, elas verão surgir, rapidamente, a cizânia e a quebra da coesão entre seus quadros e se transformarão (…) em milícias manipuladas pelo interesse corrupto dos políticos, mal equipadas, despreparadas e, principalmente, mais preocupadas em sobreviver do que em servir!

Considero que a omissão é a mais destrutiva das atitudes de um soldado, e que será tanto mais destrutiva quanto mais alto seja seu posto ou graduação.”

Em 2006, minha carreira foi interrompida no posto de General de Brigada e, consequentemente, não tive mais acesso às informações que devem ser facultadas aos postos e funções de maior responsabilidade.

No entanto, o relacionamento próximo e franco que mantenho com meus camaradas no serviço ativo me enseja um bom nível de conhecimento da percepção política e estratégica do Exército e de seus integrantes face à conjuntura nacional.

A humildade, virtude essencial à convivência entre os homens, e a obrigação que me imponho de não contribuir para a cizânia e a quebra da coesão” me têm feito respeitar com resignação, mas não em silêncio, tudo o que considero equivocado na condução do Exército e no seu relacionamento com o governo e com a sociedade ao longo dos anos que caracterizam o que chamo de era pós-moral.

Não me permito deixar de prestigiar os meus camaradas em função de comando e procuro transmitir-lhes este sentimento junto com o meu juízo crítico. Parto do princípio de que têm a mesma formação e a mesma vivencia que eu tenho, conhecem o seu dever, estão mais informados e tão ou mais preparados do que eu julgo que estaria se estivesse em seus lugares, mas, principalmente, pelo fato de que, aconteça o que acontecer, estando em reserva, não poderei assumir com eles as responsabilidades por suas ações ou omissões, diferentemente do tempo em que podia e devia consultar o CIE ou manifestar-me, por escrito ou não, a meus subordinados e chefes imediatos.

Em que pese a crise política, econômica, social e jurídica em que vivem os brasileiros, seja qual for o contexto vindouro e baseado na máxima de que “muitos caminhos levam a Brasília”, mantenho-me convencido de que, no que depender do Exército, o resultado final será positivo, cabendo aos civis e aos militares em reserva, como eu, sem descurar da crítica ponderada, franca e honesta, continuar unidos e crentes na força atávica dos valores morais e democráticos que historicamente têm indicado o caminho do dever ao “Exército de Sempre”.

Após a árdua tarefa de resgate que cabe a todos os homens e mulheres de bem desta terra, a Nação terá, com ou sem sequelas, ainda mais razões do que já tem para orgulhar-se dos seus soldados, marinheiros e aviadores e lamentará, constrangida, ter dado crédito às mentiras e às falsas profecias de seus eternos traidores e detratores.

Gen Bda Paulo Chagas

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Snipers da Justiça

Caros amigos

Aos militares não falta competência administrativa, honestidade, seriedade e comprometimento para colocar o Brasil novamente no que chamamos de “o caminho do dever”!

Não sou jurista, nem tenho como afirmar ou negar a existência de legitimidade ou amparo legal para uma iniciativa das FFAA no sentido de intervir e de assumir o controle da República, que, neste caso, seria um dever, uma obrigação, e não uma iniciativa.

Por outro lado, nenhum golpe de estado que pretenda o sucesso pode ser executado sem apoio militar. Em 64, Jango tinha um “dispositivo militar” e acreditava que ele era superior ou que se imporia aos segmentos das FFAA que se opusessem ao golpe. Errou redondamente e, como sabemos, recebeu um contragolpe às vésperas do seu.

Na verdade, estou convencido de que não seria um golpe “do” Jango, mas um golpe “no” Jango! Ele seria derrubado pelos comunistas e executado junto com todas as lideranças de oposição, como foi em Cuba.

Hoje, o “dispositivo militar” com que os golpistas contam é o do “exército do stédile”, ou seja, nenhum! Se resolverem agir pela força serão derrotados e depostos com o mesmo argumento!

Eles sabem disso. O Gen Villas Bôas deixou isto muito claro em sua mensagem no último dia 16 de abril, comemoração antecipada do Dia do Exército, quando disse que a transformação em curso visa a uma Força Terrestre moderna para o Exército de Sempre, comprometido, antes de tudo, com o Brasil e com os valores da nacionalidade!

Como soldado e como brasileiro não temo a hipótese de golpe pela via revolucionária armada, nem mesmo com apoio de aliados cubanos, venezuelanos, bolivianos, haitianos, ou equatorianos!

Todos são NADA diante das FFAA do Brasil!

Julgo, portanto, que as armas desta luta não são, AINDA, as de fogo. Estas só serão empregadas “SE” eles ousarem substituir o engodo, a manobra política e a mentira pelo emprego da força.

Usando um termo da Marinha do Brasil, “a manobra não está com as FFAA”, mas com os cidadãos comuns, como nós, particularmente com os que conhecem e sabem operar o Direito.

O jovem Juiz Sérgio Moro nos tem demonstrado que há meios e recursos para emparedá-los de forma que não lhes reste outras saídas que a cadeia, o abandono da luta ou o emprego das suas “forças”, caso em que “a manobra” será, então, assumida pelas FFAA.

Tenho estado em contato direto e acompanhando o trabalho de um grupo de operadores do direito, reunidos no “FORO DE BRASÍLIA” (http://www.forobsb.com/). São brasileiros cujos currículos e atitudes os qualificam como “snipers da justiça”.

Este grupo tem atuado ofensivamente no Congresso Nacional e nas vias de acesso do sistema judiciário para criar obstáculos legítimos e consistentes ao macabro projeto de poder do PT, agora conhecido de todos, depois da publicação das “teses” do partido.

Se há, ainda, brasileiros que acreditam no PT, estes podem ser qualificados, sem receio de estarmos cometendo injustiças, como ignorantes, desinformados ou desonestos.

Concluindo, não é hora de intervenção militar, mesmo que a argumentação jurídica que a pretende sustentar conquistasse a unanimidade.

Sugiro que conheçam o FORO DE BRASÍLIA e que se incorporem a esses combatentes da primeira linha  que, no momento, além de irem para a rua, atuam, como já disse, como snipers da justiça, atirando e atingindo, com fogos ajustados e precisos, as vulnerabilidades e as contradições do inimigo.

É o que penso.

Gen Bda Paulo Chagas

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