Manifestações pela Pátria

Caros amigos

Tenho muito orgulho de ser brasileiro e procuro demonstrar isto sempre que posso.

É este orgulho que leva homens e mulheres a empenhar um dia ensolarado de domingo para protestar contra os maus brasileiros que fazem da política uma atividade desonesta de grande rentabilidade pessoal.

Todos guardamos na memória, principalmente os mais velhos, o poema de Olavo Bilac, “A Pátria” (*), que aprendemos na escola – sem ideologia de gênero, sem partido e com educação moral e cívica – e que, desde crianças, nos exorta a “amar, com fé e orgulho, a terra em que nascemos”.

Temos, hoje, razões de sobra para sair às ruas e protestar, mas esta é a mais importante! As demais são circunstanciais e podem ser lidas nas faixas e nos cartazes que levamos ou ouvidas nas palavras de ordem e nos refrãos que nos animam e estimulam nas manifestações.

Hoje, 26 de marco de 2017, não foram tantos, como em outras oportunidades, os que se dispuseram a manifestar seu amor à Pátria nas ruas e praças do Brasil, mas, sem dúvidas, representaram a melhor essência do nosso patriotismo! Lá estiveram por si próprios, clamando pelo que querem e que podem fazer sem intermediários ou intervenção de terceiros.

Há mais de duzentos anos, um índio guarani bradou ao mundo que “esta terra” – sagrada e abençoada com o nome de Santa Cruz – “tem dono” e que este é o povo brasileiro!

Aqui, em Brasilia, estivemos reunidos próximo à Praça dos Três Poderes, local emblemático no qual poder é exercido em nosso nome e que, portanto, deve refletir a nossa vontade.

Deixamos claro que não serão algumas centenas de picaretas, de corruptos trabalhando em causa própria que irão destruir a nossa Pátria impunemente.

Gritamos ao pé do ouvido de governantes, políticos e juízes e os alertamos para que cumpram as leis, que acabem com a impunidade, que todos os criminosos – de todos os colarinhos -, sejam punidos e que não se atrevam a comprometer o nosso futuro e a desafiar a nossa fé no Brasil.

Enfatizamos o objetivo de mudar a cara das pessoas que circulam por aquela Praça e que vamos empenhar toda a força da nossa vontade para impedi-los de aprovar instrumentos que lhes assegurem outros mandatos.

Parabéns a todos que, mais uma vez, saíram às ruas para reafirmar seu amor ao Brasil e para reforçar a fé no futuro e o orgulho que temos da terra em que nascemos!

Brasil, acima de tudo!

Gen Bda Paulo Chagas

(*) A Pátria
Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste!
Criança! não verás nenhum país como este!
Olha que céu! que mar! que rios! que floresta!
A Natureza, aqui, perpetuamente em festa,
É um seio de mãe a transbordar carinhos.
Vê que vida há no chão! Vê que vida há nos ninhos,
Que se balançam no ar, entre os ramos inquietos!
Vê que luz, que calor, que multidão de insetos!
Vê que grande extensão de matas, onde impera,
Fecunda e luminosa, a eterna primavera!
Boa terra! jamais negou a quem trabalha
O pão que mata a fome, o teto que agasalha…
Quem com seu suor a fecunda e umedece,
Vê pago o seu esforço, e é feliz, e enriquece!
Criança! não verás país nenhum como este:
Imita na grandeza a terra em que nasceste!

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A negação da “burrice”

Caros amigos

Ninguém é obrigado a participar de manifestações, ou, até mesmo, a acompanhar o que se passa na vida pública do País. Conheço pessoas que dão tão pouca importância a este assunto que sequer comparecem às eleições.

É um direito individual que deve ser respeitado e ao qual não cabe crítica. São pessoas que independente da interferência positiva ou negativa do governo sobre suas vidas, preferem vivê-las da forma como lhes é possível, sem o estresse de conhecer a qualidade da gestão pública ou das oportunidades que lhes são oferecidas ou suprimidas.

Nelson Rodrigues dizia, com propriedade, que “toda a unanimidade é burra”, o que é importante para lembrar-nos de que é preciso respeitar e valorizar a opinião dos outros, contrária ou simplesmente divergente da nossa, pois são eles que nos livrarão da “burrice”.

É no entrechoque que as ideias e os ideais se aperfeiçoam, portanto, debater e rebater opiniões, com urbanidade e boa argumentação, também é importante, porque aqueles que assim procedem se obrigam a pesquisar, a aprofundar e a consolidar conhecimentos.

No último dia 13 da março tivemos programadas e realizadas manifestações de pessoas que julgam necessária uma intervenção militar para tirar o Brasil da crise em que se encontra. Não pactuo com esta precipitação, mas, coerente com o que disse acima, respeito o direito de assim pensar e o empenho dessas pessoas para convencer outras a aderir à solução militar.

Na manhã de hoje, 14 de março, sindicatos e integrantes de movimentos ditos sociais (CUT, MST, Via Campesina e outros) protestaram, em várias cidades, contra a proposta de reforma do Sistema de Previdência Social apresentada pelo governo. Em algumas dessas manifestações houve invasão e depredação de prédios públicos, interrupções de trânsito e do transporte público e até confrontos com a Polícia. Independente da validade ou não do tema da mobilização, o procedimento é absolutamente condenável porque atenta contra o direito e a propriedade alheia.

Para o próximo dia 26 de março, um terceiro grupo programa outras manifestações a favor e contra fatos políticos e judiciários em curso no País. Este seguimento da sociedade, tradicionalmente, tem saído às ruas aos domingos, de forma pacífica e ordeira e tem merecido o respeito daqueles que julgam inócuas as suas pautas.

É interessante notar que no entrechoque de ideias entre os três grupos citados, os quais chamarei de “intervencionistas”, “esquerda sindicalista” e de “impichmistas” (ou “institucionalistas”), há temas e palavras de ordem coincidentes e, mesmo internamente, não há unanimidade de pauta.

Os “intervencionistas”, por exemplo, divergem entre si quanto a forma e a oportunidade para agir, há os que advogam pela pena de morte por crimes políticos e os que são contra, há os que querem a ação militar “já” e os que preferem esperar por uma iniciativa dos militares. Coincidindo com a pauta da “esquerda sindicalista”, este grupo tem como palavras de ordem o “Fora Temer” e a negação à proposta de reforma da Previdência Social.

Os “impichmistas”, por seu lado, acreditam em uma solução política de longo prazo, mas, tanto quanto os “intervencionistas”, têm plena confiança no discernimento e no patriotismo das FFAA para assegurar o respeito ao processo democrático. Entre si, no entanto, este grupo diverge quanto ao assunto da previdência, há os que são contra e os que são a favor da proposta governamental.

Tanto os “intervencionistas” quanto os “impichmistas” diferem da “esquerda sindical” no que se refere à forma como se manifestam. Os primeiros de forma veemente e ordeira e os últimos de forma radical e destrutiva.

Em que pese às minhas própria convicções, tudo isto é muito bom e importante porque enseja os debates, a participação, novas experiências – positivas e negativas -, o aperfeiçoamento político da Nação e a negação da “burrice”!

Gen Bda Paulo Chagas

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VAMOS COLOCAR ORDEM NA PRAÇA

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Jair Bolsonaro e o pânico do “mecanismo”

Caros amigos

O projeto de poder do Foro de São Paulo pode ser resumido em cinco ações fundamentais, sintetizadas em cinco verbos: conquistar, comprar, permanecer, aparelhar e cooptar.

No Brasil, pela exacerbação da desonestidade do “Intelectual coletivo”, também chamado de “Moderno Príncipe” ou de “Partido dos Trabalhadores”, o caos e a corrupção vieram a furo antes da completa realização das ações fundamentais e, por via de consequência, os instrumentos da lei passaram a agir e a trazer à luz toda a sujeira escondida nos bastidores da trama.

O Congresso Nacional, posto a nu, defende-se como pode. Voltado para si mesmo, busca desesperadamente e à sua maneira hipócrita e desonesta uma forma de livrar-se dos holofotes da Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça de Primeiro Grau.

O Supremo Tribunal Federal, carente de juízes, mas farto de advogados comprometidos com a “clientela”, procura manter a aparência de isento e, utilizando-se da sua reconhecida capacidade de retardar processos e de acobertar e favorecer bandidos poderosos, faz o que pode para encontrar uma solução que agrade ao seu eleitorado.

Na confusão do caos e do desespero, sobressai a figura do Deputado Jair Messias Bolsonaro, cada vez mais prestigiado pela sociedade por não se enquadrar no perfil da maioria dos congressistas brasileiros, isto é, não é demagogo, é honesto, é franco, diz o que pensa, não esconde o que faz e, principalmente, não é corrupto!

Trata-se de uma “mariposa em festa de sapo”, todos querem engoli-lo porque, enquanto ele existir e puder ser comparado à imundice de seus pares, mais admiração, fama e respeito acumulará junto ao eleitorado carente de representantes como ele.

Não é por outra razão que a desacreditada Suprema Corte, por intermédio do Ministro-Sapo Luiz Fux, ainda o mantém grudado em sua língua pegajosa como réu em duas absurdas ações – calúnia e apologia ao estupro -, movidas pela patética Deputada Maria do Rosário!

Todas as provas da sua inocência estão gravadas em vídeo, o que agrava o absurdo, expõe a motivação política dos processos, desqualifica os interessados e revela o pânico que homens e mulheres como Bolsonaro provocam nas “autoridades” comprometidas com o mecanismo de exploração da sociedade brasileira (*)

Gen Bda Paulo Chagas

(*) http://oglobo.globo.com/brasil/a-importancia-da-lava-jato-20912719

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Março, mês reservado pela mídia para demonizar o Regime Militar

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Caros Amigos

Desde o fim dos Governos Militares, particularmente depois que, pela lógica da verdade e dos fatos e pelo testemunho das pessoas que viveram aquele tempo, os brasileiros descobriram o quanto têm sido enganados pela recontagem facciosa da história, o mês de março tem sido reservado para o enfadonho e persistente objetivo de difamar aquele período.

Depois de passados 32 anos do fim do Regime e de 29 da vigência da “Constituição Cidadã” – tempo em que a libertinagem passou a ser chamada de liberdade com o objetivo de destruí-la em definitivo -, é possível comparar os ciclos e concluir sobre em qual deles os homens e as mulheres de bem eram felizes e desfrutaram do “direito de proceder conforme a sua vontade sem desrespeitar o direito dos outros”.

A última tentativa oficial de dominar a veracidade histórica foi a Comissão Nacional da Verdade (CNV), desmascarada por ela própria por não pesquisar por completo o conflito armado que se seguiu ao 31 de março de 1964. A falta do contraditório transformou-a em uma recontagem de efeitos sem causas.

A mídia hipócrita pactua com o espírito da CNV e dos criminosos que a instituíram e não hesita em usar o mês de março para tentar, em vão, denegrir a imagem das FFAA brasileiras.

Cabe, seja qual for a forma como, desta vez, será redesenhado o Regime, atentar para alguns fatos que já atingiram a maturidade, tornaram-se verdades históricas e devem ser lembrados pelo público que lhes possa vir a dar audiência:

1) Não era apenas o Brasil, mas o mundo todo que vivia em clima de Guerra Fria e estava dividido entre democratas e comunistas.
2) O governo Jango estava a um passo de deixar-se sucumbir à ação de um golpe da esquerda e, conforme relata o comunista Jacob Gorender em seu livro “Combate nas Trevas”, os militares anteciparam-se e evitaram o golpe comunista.
3) Corroborando a afirmação anterior, o comunista Luiz Carlos Prestes, declarou na imprensa, à época, que eles já estavam no governo, faltando-lhes apenas assumir o poder.
4) Luis Mir, outro comunista histórico, relata em seu livro, “A Revolução Impossível”, que a esquerda já estava se preparando para a luta armada desde o início dos anos 60.
5) Os comunistas eram uma minoria organizada e atuante e a imensa maioria da sociedade condenava a baderna que se instalava, temia a “cubanização” do Brasil e aplaudiu a iniciativa dos militares, o que é comprovado pelas manchetes dos principais jornais da época, aí incluído o O Globo.
6) Na luta armada que sucedeu ao 31 de março, todos os grupos que nela tomaram parte pretendiam implantar no Brasil a “Ditadura do Proletariado” e não a democracia. Luis Mir e Jacob Gorender, nas obras citadas, Fernando Gabeira e outros, em entrevistas gravadas em vídeo, confirmam essa verdade.
7) A cronologia dos atos de terrorismo, passando pelo atentado no Aeroporto de Guararapes (1966), atestam que a decretação do AI-5 foi uma consequência da intensificação das ações armadas da esquerda e não o contrário.
8) Sendo uma guerra contra o terror, as características e a tensão do combate ensejaram óbvia violência, excessos e arbitrariedades de ambos os lados.
9) Os anais do Congresso Nacional, os arquivos do Superior Tribunal Militar e a produção artística da época comprovam que a censura à imprensa limitou-se às necessidades das operações de combate ao terrorismo, mas não impediu as manifestações políticas e artísticas, muito menos a ação da justiça.
10) Os opositores do regime militar eram rejeitados pela maioria da sociedade, que vivia em segurança e em um processo de pleno emprego.
11) Graças à seriedade com que os militares levaram a termo a missão que avocaram a si em março de 1964, o Brasil saiu do subdesenvolvimento e tem, até hoje e apesar de todo o esforço destrutivo da esquerda, estrutura para superar mais esta crise.

Estas são algumas das verdades que já estão fora do alcance dos debates e que devem estar presentes na mente dos brasileiros que se dispuserem a dar audiência, leitura e ouvidos às incursões da mídia neste março de 2017.

Gen Bda Paulo Chagas

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O pavor da esquerda pendurada nos infindáveis redários da administração pública.

Caros amigos

A lógica dos fatos nos assegura que qualquer empresa privada é mais eficiente do que as públicas e que o mercado é o melhor fiscal de preços, tecnologia, qualidade, produtividade e desempenho, além de ser o maior gerador de empregos.

A abrangência – ou o tamanho – do Estado deve ser tal que lhe dê as condições mínimas e suficientes para atender às necessidades dos cidadãos que, circunstancialmente, estejam dependendo ou que “ainda” dependam dele para prover seu sustento, evolução e bem estar.

Esta abrangência também inclui as atividades de segurança pública e defesa, responsabilidades indelegáveis do Estado.

Do mesmo modo, é seu papel a fiscalização da lisura no cumprimento das regras do jogo de livre mercado, onde o estímulo à competição assegura a produtividade e o atendimento das necessidades e dos anseios da população nas melhores condições e a preços justos, de mercado.

A competitividade ao gerar crescimento e empregos, cria também a salutar tendência a zero do número de pessoas que “ainda” dependem do Estado como provedor do seu sustento e bem estar.

O gigantismo estatal brasileiro faz com que uma das competições mais acirradas no nosso mercado de trabalho seja a dos “concurseiros”, mas, quantos dentre esses fazem este esforço porque querem um emprego público só porque este lhes assegura o privilégio de poder optar pela acomodação?

Os brasileiros são fanáticos por futebol – acompanham os campeonatos, torcem por seus times, conhecem os melhores jogadores e técnicos, sabem quem está escalado e quem está no banco de reservas, são testemunhas do esforço dos jogadores para ser cada vez mais eficientes, ter mais chances de jogar, mostrar seus talentos e sua dedicação, conquistar a consagração, melhores contratos e oportunidades nos grandes times -, mas, aparentemente, não tiram ensinamentos daquilo que observam com tanto gosto e atenção, porque, se o futebol brasileiro fosse estatizado, se os jogadores fossem “concursados”,  com toda a certeza, o Brasil não estaria ostentando cinco campeonatos mundiais nas camisetas da sua seleção.

Só  os incompetentes e os acomodados têm medo da competição e da busca permanente do aperfeiçoamento, mas, até para estes o mercado tem lugar e oferece oportunidades para mudar de atitude e para encontrar a sua vocação e o seu melhor desempenho.

A fonte da riqueza está no incremento da produtividade e esta passa ao largo da estatização. Não é por outra razão que nos regimes estatizantes não se vê mais do que mediocridade, taxas de impostos sempre crescentes, serviços públicos de má qualidade, distribuição da pobreza e a constante ameaça à liberdade individual.

O Estado não têm vocação para empreender, é mau provedor e precisa, isto sim, ser um bom e eficiente fiscal do jogo de mercado, buscando, neste mister, a sua máxima eficiência em uma justa dimensão.

Isto é algo que apavora a esquerda, os incompetentes, os burocratas e os acomodados pendurados nos infindáveis redários (*) da administração pública.

(*) Redário – local apropriado onde se colocam as redes para descanso e balanço.

Gen Bda Paulo Chagas

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As reformas na atual conjuntura

Caros amigos

O Governo Temer pretende enviar ao Congresso propostas para as necessárias reformas: Política, Fiscal, Trabalhista e da Previdência.

Como quase todos os brasileiros, “amo com fé e orgulho a terra em que nasci” e, apesar de todos os pesares, sou um incorrigível otimista com relação ao seu futuro. Mesmo assim, não me distancio da realidade da conjuntura em que vivemos, da qualidade, dos interesses e do comportamento da maioria dos políticos a quem temos dado mandatos, até há pouco, isentos da nossa fiscalização. Assim, cabe guardar reserva sobre as “reformas” e as reais possibilidades de contarem com a vontade política para serem implementadas.

A reforma política, por exemplo, nas circunstâncias atuais, se chegar a ser abordada até a próxima eleição, pouca coisa fará mudar nas regras em vigor, pois são elas que têm assegurado a permanência das “famílias de políticos” agarradas às tetas do Estado e às incontáveis “fugas” de recursos do erário.

Seja qual for o resultado dessa reforma no presente mandato, o povo brasileiro tem que ser intransigente, pelo menos, quanto à implantação do processo de votação eletrônica com impressão do registro do voto, proposta do Deputado Jair Bolsonaro já contemplada em lei.

Qualquer mudança no processo eleitoral só será valida se os eleitores tiverem confiança na lisura da apuração da sua vontade.

As reformas fiscal e trabalhista, por sua vez, não farão mais do que oferecer plateia aos demagogos e ilusionistas de sempre que, iluminados pela ribalta, darão início às suas campanhas eleitorais com os mesmos discursos surrados que, na realidade, só têm onerado o empregado e o empregador em favor do desemprego e em detrimento da arrecadação e da distribuição de renda.

O interesse dos políticos, no tempo que lhes resta até o próximo pleito, dificilmente abrirá espaço para a adoção de soluções inteligentes e efetivas para esses problemas.   A reforma da previdência, em que pese a sua importância, não pode ser apreciada e debatida no Congresso antes que uma profunda auditoria – feita por empresa sem qualquer vínculo, contato, contrato ou comprometimento com os “sistemas” operantes no Brasil – apresente a versão única da realidade atual em face da legislação em vigor.

Somente após chegar-se a uma conclusão transparente – “coloração” rara em nossos dias – sobre a realidade das estruturas da previdência, suas receitas, despesas, vazamentos, improcedências, fraudes, maus usos e outras tantas possibilidades de desonestidade e má gestão, é que se poderá apreciar qualquer proposta de reforma que seja aceitável e inteligível para todos os seguimentos da sociedade.

Sem conhecer a realidade do mal, qualquer reforma na Previdência não passa de enganação e de paliativo para tirar o paciente do hospital apenas com a cara de saudável! Um prato cheio para inflamados discursos dos embromadores e dos corruptos de sempre, os que fazem da demagogia a sua energia vital no concerto político brasileiro.

A voz do povo se faz ouvir por diversos meios e, por vezes, ela é ensurdecedora à sensibilidade e à inteligência que qualquer um, muito mais deveria ser à sensibilidade e à inteligência daqueles a quem é outorgada a missão de representa-la!

Portanto, por mais que sejam necessárias, as reformas são tarefas que, na realidade, só deverão ser abordadas com seriedade a partir de 2019, caso uma nova configuração política e governamental seja eleita sob a influência das desastrosas experiências vividas pelo Brasil à sombra da mentira, da ilusão e do paternalismo irresponsável.

Gen Bda Paulo Chagas

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