O Serviço Secreto é secreto!

Caros amigos.

Os Serviços de Inteligência, como a Agência de Segurança Nacional (NSA) dos EUA, são por todas as razões da lógica, “necessidades de estado”, porquanto exercem atividade imprescindível ao gerenciamento e à segurança do Estado, na medida em que fornecem e, principalmente, antecipam ao Chefe de Estado, o Presidente da República (PR), e seus principais assessores as informações de que precisam para o exercício de suas elevadas funções. Considerando que as relações entre os estados são orientadas, essencialmente, para os interesses de cada país, cabe ao PR, como cliente e destinatário final do que produz o “serviço secreto”, dar-lhe diretrizes precisas e orientação segura para que este dirija a busca para os exclusivos interesses do estado, sejam eles quais forem, éticos ou não, assim como é dever de todos os agentes do estado, aí incluído o PR e todo o seu Ministério, conhecer as normas e saber utilizar os instrumentos que garantam a proteção do conhecimento estratégico, essencial ao gerenciamento e à segurança nacionais. Em consequência, é tarefa dos agentes da inteligência buscar e processar esses dados, e somente esses, com honestidade, competência, comprometimento e isenção, de forma a servir aos exclusivos interesses do estado a que servem. Torna-se óbvio concluir sobre a importância da escolha, da seleção e do acompanhamento dos agentes que, no exercício de suas funções e por intermédio de suas apreciações, poderão e deverão ter significativa influência sobre as decisões do PR, nos assuntos de interesse do Estado, face a ameaças e oportunidades internas e externas. Um exemplo da importância dessa escolha, seleção e, principalmente, do acompanhamento dos agentes tem estado estampado nas manchetes de todo o mundo, graças à defecção de Edward Snowden, da citada NSA, que por interesses escusos traiu os interesses de sua pátria. O comprometimento, portanto, dos agentes da inteligência deve estar imune, protegido e permanentemente alerta quanto às investidas de outros interesses que, de perto, acompanham e interferem no seu comportamento. A reação das autoridades brasileiras com relação à atuação da NSA sobre as comunicações de governo têm sido voltadas, exclusivamente, para o aspecto ético do procedimento, o que revela inexplicável ingenuidade e desconhecimento da realidade deste tipo de relações, já que, todos sabem, não será a revelação de Snowden e a indignação das autoridades que irão inibir esta atividade que, na visão americana, é essencial à segurança e a outros interesses dos EUA. Outros países, mais maduros e integrados ao “jogo dos interesses”, não se surpreendem com tais revelações, mas valem-se delas para levar vantagens sobre as vulnerabilidades do sistema vazado e apressam-se para aperfeiçoar sua própria estrutura de proteção do conhecimento. Procuram fazê-lo da forma mais discreta possível, afim de não revelar outras falhas, nem tampouco aguçar a curiosidade dos “adversários” sobre os aperfeiçoamentos a serem enfrentados daí para frente. Na atividade de informações, a descoberta de um “furo” no sistema dispensa a ingenuidade, o estardalhaço, e as indignações e exige reavaliação, novas medidas, providências, celeridade e, essencialmente, discrição, afinal, como dizem os especialistas, os oficiais de inteligência são “soldados do silêncio”! A principal característica do serviço secreto é ser secreto! Ele existe, opera, produz e protege o conhecimento, todos sabem que ele existe e o que faz, mas ninguém o escuta ou vê.

PChagas.

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