Uma “primavera brasileira”, incisiva, ordeira e patriótica!

Caros amigos.
O ideal democrático só encontra ambiente propício em países onde haja eleições livres e a possibilidade, além do direito, de que qualquer cidadão seja candidato a cargos eletivos e só se torna efetivo quando as instituições governamentais são transparentes e se submetem ao controle eficiente das suas atividades.
Ao analisar esta afirmação, constatamos que, no Brasil, estamos nos distanciando deste ambiente, haja vista que:
– A compra de votos ou a sua troca por empregos e esmolas públicas, descaracteriza a liberdade de escolha.
– A condição plutocrática, imposta a quem quiser candidatar-se a cargo eletivo, pressupõe ter recursos ou, no mínimo, comprometer-se a, no poder, devolvê-los na forma de favorecimentos.
– A evidência de que os governantes e as mais importantes instituições republicanas estão desligadas do interesse público, do cumprimento da lei, da garantia dos direitos constitucionais do cidadão de bem e, principalmente, da transparência e da honestidade em suas ações, o que os faz abominar e desqualificar qualquer tipo de controle externo das suas atividades, inclusive o da imprensa.
Tudo isto faz com que os menos avisados cheguem a pensar que a gestão fraudulenta da coisa pública está a perder a característica de crime para tornar-se uma pré-condição da governabilidade.
A continuar assim, mais cedo ou mais tarde, teremos que promover uma “primavera brasileira”, não com as características do movimento difuso de anarquistas e vândalos, contratados, comprados ou não, nem sob o jugo da imposição dos “direitos” das minorias sobre a vontade e os costumes da maioria, nem tampouco sob a égide da impunidade e da irresponsabilidade coletiva, mas pela manifestação organizada e ordeira da vontade de quem entende que a democracia é um regime que pressupõe liberdade, dinâmica social, igualdade de oportunidades, direitos e deveres, e que exige ordem, respeito às leis e amor à pátria.
Onde há desordem, desobediência às leis e desapego às tradições e aos bons costumes, o futuro e a estabilidade política e social estão permanentemente ameaçados.
A manutenção das conquistas democráticas do povo brasileiro passa ao largo da desonestidade, da corrupção, da luta de classes, da baderna, da depredação, da desordem, do desacato e do oportunismo.

P Chagas

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