Tempos de guerra?

Caros amigos

Entre 1964 e 1985 o Brasil viveu sob um regime autoritário no qual os Presidentes da República eram eleitos de forma indireta pelo Congresso Nacional.

Durante esse tempo enfrentamos uma GUERRA INTERNA, na qual as ações eram de guerrilha rural e urbana e os objetivos eram, de um lado, a preservação da ordem democrática e a manutenção da lei e da ordem e, do outro, a tomada do poder, pelo império do terror, para a implantação de uma ditadura comunista.

Foram 21 ANOS de Governos Militares durante os quais a GUERRA foi travada e vencida pelas forças legais, tendo momentos de maior e menor intensidade. Ao final dos COMBATES, as PERDAS, diretas e indiretas, não chegavam a 500 almas, de ambos os lados.

No período seguinte, explorando as vulnerabilidades  intrínsecas da democracia, preservada ao custo das vidas daquele meio milhar de brasileiros, os derrotados na GUERRA, agora anistiados,  deram início a uma outra luta subversiva, com o mesmo objetivo anterior.

Desta feita, a estratégia visou, preliminarmente, a garantia da impunidade e a criação da “LIBERDADE” PARA AS AÇÕES ARMADAS que deveria finalizar a conquista que se seguiria à compra das almas, dos estômagos e das consciências da massa de ignorantes, miseráveis,  inocentes úteis e oportunistas.

Este objetivo preliminar foi assegurado em 1988, quando a “Constituição Cidadã” foi promulgada, contemplando todo o emaranhado jurídico de garantias que asseguram a impunidade a quaisquer tipos de criminosos, inclusive mensaleiros, corruptos, corruptores, quadrilheiros e ladrões do erário!

A consequência imediata e progressiva dessa “providência” foi o aumento da criminalidade em todas as suas versões, chegando, nos dias de hoje, a contabilizarmos, apenas nos entrechoques de interesses entre bandidos, policiais, políticos e governantes, a MÉDIA DE 190 MORTOS POR DIA!

Para encobrir este “EFEITO COLATERAL” e desviar a atenção da Nação da realidade em que sobrevive, os responsáveis e principais beneficiários da compensação do crime criaram COMISSÕES DA VERDADE” para investigar uma PARTE das PERDAS ocorridas na GUERRA em que foram derrotados há mais de 30 anos!

Trata-se de uma descarada discriminação entre PERDAS e VÍTIMAS,  agravada pelo fato de que aquelas eram deles e estas são da massa, ignorante ou não, que lhes serve de massa de manobra, e que aquelas sabiam onde estavam se metendo, enquanto estas, muitas vezes, não souberam sequer de onde partiram as balas que as mataram!

Não  há dúvidas de que, para os novos donos do poder, aquelas poucas centenas são muito mais importantes do que os milhares que estão a morrer sob o império da “liberdade” que criaram para si, suas mazelas e interesses! Se aqueles eram TEMPOS DE GUERRA, como iremos qualificar os de hoje?

PChagas

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2 respostas para Tempos de guerra?

  1. Jose Mauricio disse:

    Ilmo General Paulo Chagas
    Tive o prazer de assistir a sua entrevisa a Sra Denise Abreu.
    Posso apenas definir como uma AULA DE CIVISMO, parabéns General.
    O Brasile carece de pessoas como o Sr.
    O Sr. como presidente sería como um alicerce para o processo de re-democratizacao e moralizacao do governo brasileiro.

    Cordialmente

    José Maurício Nogueira de Alencar

    • Obrigado, Maurício, mas, com certeza, não tenho esta competência, já que, para PODER não basta SER CAPAZ, é preciso também QUERER e a sua ilação, embora me honre, nunca foi propósito meu. Sou, apenas e com muito orgulho, um Soldado de Cavalaria e isto me basta para juntar-me a você e a outros para ajudar o nosso País a salvar-se de mais esta tentativa da esquerda esperta que nos quer sob seu jugo!
      Abraço
      PChagas

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