A fraternidade cristã e o comunismo

Caros amigos
Fraternidade vem do latim frater, “irmão”. Tem o significado de parentesco entre irmãos. A fraternidade universal representa o sentimento de afeto próprio dos irmãos de sangue. É o laço de união entre os homens, fundamentado no respeito à dignidade e na igualdade de oportunidades, direitos e deveres.
A fraternidade, pregada com ênfase pelo Papa Francisco em sua primeira mensagem para a celebração do Dia Mundial da Paz, é uma via de mão dupla, ou seja, não é obrigação exclusiva de quem têm algo a dar. Muito bem diz o Santo Padre ao citar Paulo VI: “devemos (…) trabalhar juntos para construir o futuro comum da humanidade” – logicamente, neste trabalho conjunto, os que têm mais, sejam pessoas ou nações, devem assumir o papel preponderante.
A doutrina cristã convida à prática da fraternidade na forma de três deveres: o dever da solidariedade dos que podem mais para com os que ainda podem menos, o dever de aperfeiçoar as relações humanas de forma a promover a justiça social e o dever da caridade que implica em fazer com que todos tenham algo a dar e a receber, “sem que o progresso de uns seja obstáculo ao desenvolvimento dos outros”.
Diz, ainda, o Santo Padre que o principal fundamento da paz é a fraternidade, e que a paz só será conquistada se todos estiverem empenhados, com determinação e perseverança, na busca do bem comum.  A avidez do lucro e a sede de poder não podem guiar as relações humanas.
É importante notar que o Papa não condena o lucro, mas a avidez por ele. Também não condena o exercício do poder, mas a sede de poder ou o poder a qualquer custo, tampouco condena o progresso, mas a deslealdade na concorrência por ele!
A fraternidade respeita, portanto, as diferenças individuais e coletivas e valoriza o potencial e o progresso dos mais capazes como meios de promoção da solidariedade, da justiça social e da caridade.
A Igreja, assim, nos mostra com clareza, neste 1º de janeiro de 2014, que o livre arbítrio e as potencialidades individuais e coletivas devem ser respeitados, estimulados e exercidos de forma fraterna, ou seja, consciente da nossa condição de irmãos em Cristo para que sejam instrumentos verdadeiros e eficazes da promoção do bem comum.
Erram aqueles que, por inveja e incompetência, pregam a igualdade exercida de baixo para cima, tomando dos ricos para dar aos pobres. Esta forma de “fraternidade” não contempla os deveres cristãos, mas, ao contrário, os inviabiliza, e promove, não o bem comum, mas  a distribuição da miséria, o fim do livre arbítrio, o nivelamento por baixo das capacidades individuais e coletivas e a estagnação do progresso.
Neste sentido, a doutrina comunista serve e atrai apenas os invejosos e os incompetentes, isto é, os que, não tendo tudo o que gostariam de ter, tudo fazem para tomar de quem tem ou, no mínimo, tudo fazem para que ninguém tenha!
Paulo Chagas, cristão, católico com muito orgulho!

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