Chutar os remos não é solução

Caros amigos
Vale repetir, tudo pode acontecer no nosso Brasil. O futuro é incerto, embora o rumo que temos tomado, sem a percepção da maioria, como um barco na correnteza de um rio caudaloso, nos conduza, lentamente, a um destino que a nenhuma nação trouxe felicidade, liberdade ou progresso, pelo contrário! Para deter, reverter ou mudar a direção do movimento é preciso que se faça algo útil e prático. Temos que encontrar os remos e, manejando-os corretamente, fazer a coisa certa. Ou seja, somente com os meios adequados teremos condições de dominar a situação e corrigir o rumo. Qualquer outra coisa, que não a certa, não resolverá o problema e, possivelmente, o agravará! Digo isto porque vejo companheiros maldizendo os remos em vez de enxergar neles os meios para fazer algo útil e efetivo. Nós, militares, sabemos que não temos outros meios além de nós mesmos, nossa cultura, nossas tradições, nossos valores e princípios, nossa vocação para servir ao país, nossa quase uniforme maneira de pensar, nossa união! Esta é e sempre foi a nossa força, a força da Força! Nós, em reserva, sabemos perfeitamente que os nossos camaradas, ainda na linha de frente, comungam dessas mesmas preocupações, embora a circunstância lhes imponha reagir de forma diferente, mais cautelosa, comedida e, principalmente, mais conseqüente, o que é lógico! Nossa unidade, harmonicamente preservada, é o instrumento adequado para que possamos participar e contribuir, em conjunto com a nação, já que estamos todos no mesmo barco, para a mudança do rumo, não há outro recurso! Aos militares em reserva, a quem é facultada liberdade de divulgação do pensamento fora do canal de comando, cabe papel importante no acionamento e no manejo dos meios, incumbe-lhes usar esta faculdade para, com inteligência, cuidado, temperança e estudada e convincente moderação, estimular, ampliar e tornar públicos o pensamento e as preocupações que são de todos nós, tudo com a finalidade de alertar a Nação e os nossos próprios companheiros para os perigos que corremos ao deixar-nos levar pela ação sutil da correnteza. A falta de cuidado e de parcimônia no exercício desse papel, atropelando a manobra, pode ser causa de ruptura do ritmo, da harmonia e da sincronização da “voga”, tendo como conseqüências a dispersão e o desperdício da energia e, pior, o descontrole do rumo ou a aceleração do movimento inadequado. Disse no início: Tudo pode acontecer no nosso Brasil. Agora acrescento: Exceto a desarmonia, a ruptura da coesão, a quebra da unidade da Força, a sua força! “Chutar o balde”, ou os remos, através de manifestações intempestivas, declarações inadequadas ou questionamentos que ponham em risco a coesão militar, nos privará dos meios necessários para a salvação, pois a correnteza é lenta, mas constante, e conduz, inicialmente, às corredeiras e logo em seguida às cataratas!
PChagas

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