Perdoem os meus devaneios!

Caros amigos
Estive, hoje, 27 de março, em privilegiada oportunidade, presente à solenidade de passagem de comando da 2ª Divisão de Exército, em São Paulo.
Além do prazer de rever amigos, fui testemunha da justa, merecida e emotiva homenagem prestada ao Gen Div Floriano Peixoto Vieira Neto que, além de entregar o Comando da Divisão, passava à Reserva do Exército.
O Gen Floriano Peixoto trabalhou comigo na 5ª Sub Chefia do Estado Maior do Exército e deu-me o privilégio de testemunhar sua diferenciada e completa competência profissional. Não foi, portanto, surpresa para mim as significativas homenagens de que foi alvo, particularmente a dos Paraquedistas Militares, simples, singela e sincera como tudo que sai, espontaneamente, do coração dos soldados!
A canção “Eterno Herói” sempre me faz emocionar, ainda mais quando cantada por velhos soldados, amantes da Pátria e em reconhecimento a um companheiro, um chefe e um líder autêntico.
Emocionei-me também ao vê-lo fazer, firme, sereno e tonitruante, o seu discurso de despedida da Divisão e do Serviço Ativo. Quanta altivez, quanto orgulho, quanta honestidade, quanta humildade diante de si, da sua obra, dos seus amigos, dos seus familiares e da sua tropa! Um exemplo! Com certeza, não o último!
Em meio a meus devaneios e às emoções que sempre se apoderam do coração dos mais antigos nestas ocasiões, dei-me conta de que aquele era um local sagrado, o Pátio Soldado Mário Kozel Filho, um brasileiro que morreu aos 18 anos, no cumprimento do dever, vítima de um atentado criminoso, violento e traiçoeiro!
Por força do conhecimento do fato, lembrei-me também da Sra Dilma Rousseff, integrante do grupo terrorista responsável por aquele ato de selvageria político-ideológica.
Pensei: Que bom exemplo seria para todos os brasileiros se a Presidente, num arroubo de humildade, vencendo a arrogância e a presunção, ali estivesse para declarar seu arrependimento e confessar sua participação naquele crime, coerente com o que ela gostaria que fizessem os seus adversários, diante da comissão da “verdade”.
Lamentei, logo em seguida, ter tido tais pensamentos em meio a uma cerimônia em homenagem a um experimentado e testado Chefe Militar, que entende que a guerra só se justifica como meio de obter ou preservar a paz e a liberdade!
A sinceridade, a coragem física e moral e a transparência de atitudes de um soldado não merecem compartilhar espaços, sequer em pensamentos, com os vícios que caracterizam as atitudes de quem pratica atos de terrorismo contra seus próprios irmãos!
Perdoe-me, Soldado Mário Kozel Filho, por tê-lo colocado, por um átimo mental, em contato com seus algozes. Perdoe-me, Gen Floriano Peixoto, por ter desviado minha atenção das homenagens que lhe eram prestadas para fazer devaneios em torno de uma ilusão, condenada a permanecer para sempre nesta dimensão.
Que me perdoe também a Sra Dilma Rousseff por tê-la trazido de volta àquele lugar, mesmo que em pensamento, para tomar uma atitude que nunca habitou sua mente!
Gen Bda Paulo Chagas

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