Anonimato, covardia, desonestidade, falta de caráter ou inveja?

Caros amigos Por volta de 60 A.C., Júlio Cesar, imperador romano, cunhou a expressão: “À mulher de César não basta ser honesta, tem de parecer honesta”. É, talvez, a mais conhecida manifestação do que, hoje, chamamos de “politicamente correto”, ou seja, a deturpação do verdadeiro sentido da honestidade, já que, “parecer” tornava-se mais importante do que “ser”. Vemos nas atitudes das pessoas públicas, ou dos homens cujas decisões interferem nos interesses  de terceiros, uma exacerbada preocupação com o que podem pensar os outros, em detrimento daquilo que, efetivamente, deve ser feito. É considerado “honesto”, portanto, aquele que parece sê-lo e não o que tem a coragem de fazer o que  julga ser correto, mesmo sabendo que poderá ser condenado pela maledicência dos interesseiros e dos invejosos que, valendo-se até do anonimato, procuram intimidá-lo ou tirá-lo do seu caminho. É comum presenciarmos a covardia de pessoas que atacam, acobertadas pelo anonimato, os que tem a coragem de se expor pelo que julgam ser correto. Tal prática é, sem dúvida, fruto de má formação moral que não dá ao indivíduo preparo ou coragem para assumir publicamente o que pensa, diz, escreve ou faz e, mais ainda, a coragem para assumir as responsabilidades daí decorrentes! O denunciante anônimo é, em princípio, um desonesto e,  como a maioria dos desonestos, um covarde! O valor de um homem está no seu caráter. Toda pessoa que se esconde no anonimato é, antes de tudo, um mau caráter, porque ninguém que possui bom caráter precisa se esconder nem depende do anonimato. Assim, denúncias sobre supostas irregularidades, sejam elas quais forem, devem conter, sempre, a identificação do denunciante para que possam ser levadas em consideração. Na maioria das vezes o anonimato, além da desonestidade, da covardia e do mau caráter, esconde a inveja, porque, “a cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo. Para ser popular é indispensável ser medíocre”. (Oscar Wilde) Talvez por medo da maldade, que normalmente vem por trás da inveja, da covardia e da falta de caráter que a comodidade do anonimato propicia a seus praticantes, haja quem prefira, só para livrar-se desses males, ser medíocre a ser honesto. “Não consigo entender a capacidade que o ser humano tem para a maldade. […] Não consigo conceber que uma pessoa, por inveja, procure desvalorizar outra pessoa, levante falso, aja pelas costas, no anonimato, na covardia. Não consigo conceber que alguém, corroído pela inveja, tenha satisfação em ver outra pessoa triste, derrotada, perdendo o que conquistou. Não entendo como a tristeza alheia possa trazer felicidade a alguém. Traz? Não traz. É uma satisfação enganadora, que vai amargurando o invejoso por dentro.”(Steller de Paula) Aos covardes, desonestos, desprovidos de caráter, amargurados pela inveja, escondidos no anonimato, não se deve dedicar o repúdio, mas a pena e o agradecimento por permitirem saber o quanto pensam que somos melhores do que eles! PChagas

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