A farsa da “Pacificação”

Olhando a situação da Segurança Pública no Rio de Janeiro hoje, concluo que eu não estava errado quando escrevi este texto.

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 Caros amigos

 O estado de paz, antítese do estado de guerra, pode ser obtido pela prevenção, ou dissuasão, ou pela destruição física do inimigo quando este não puder ser desarmado e submetido à vontade do vencedor, em vez de ser morto.

 O que tem ocorrido no Rio de Janeiro, com relação à Segurança Pública, a partir da adoção de uma estratégia “pacificadora”, por parte do Governo do Estado, é a constatação ou a admissão da existência de um estado de guerra, já que a paz é a antítese da guerra! Ou seja, se buscamos a paz é por que estamos em guerra!

 Se é um estado de guerra, há que se identificar com clareza e precisão os objetivos a serem conquistados e os meios a serem empregados para fazê-lo, aí incluídos os equipamentos e as estratégias convenientes para vencer e estabelecer a paz em bases definitivas e claramente dominadas pelo vencedor.

 O que se tem visto é a negociação de um “clima de paz” em bases frágeis de garantias dissuasórias, isto é, em inferioridade de condições em relação ao inimigo, ou ainda, na condição de derrotados, ou, pior, nas condições estabelecidas, de forma indireta, pelos “derrotados”, por intermédio de seus aliados no poder político do Estado!

 Para negociar a paz, ou “pacificar” em bases sólidas, definitivas, é preciso, antes de mais nada, subjugar, derrotar e, se necessário, destruir o inimigo e destituir do poder todos os seus aliados, aí incluídos os dirigentes políticos, covardes, enganadores e oportunistas que, mais cedo ou mais tarde, criarão condições para desmoralizar ou corromper as forças vitoriosas!

 Se fazer a guerra é uma decisão e uma ação essencialmente políticas e considerando apenas a natureza hipócrita, interesseira e covarde dos políticos brasileiros, esta guerra está perdida! A ação da polícia e do Exército no Rio de Janeiro não é “pacificadora”, porquanto não consegue impor-se aos bandidos, e sim “negociadora”, porque terá sempre que ceder algo antes de obter, em parte, o que precisa conquistar!

 Enquanto esta guerra não for tratada como guerra, não haverá a paz que queremos, ou pior, continuaremos a negociar sob as condições do inimigo e acabaremos por ser definitivamente derrotados!

 Enquanto imperar o desinteresse ou o medo de assumir a responsabilidade “politicamente incorreta” pelos efeitos colaterais da guerra, não haverá paz.

 O que impera no Rio de Janeiro, sem sombra de dúvidas, é a desmoralização da lei e da ordem pela covardia de uns e pela conivência de outros! Os filmes da série “Tropa de Elite”, orientados pela realidade e por quem de fato a conhece e que com ela não é nem foi conivente, já desvendaram as causas e mostraram os caminhos imediatos para chegar-se às condições favoráveis à negociação da paz pela rendição incondicional ou pela destruição do inimigo! Qualquer coisa diferente disso é enganação, politicagem, medo e hipocrisia, não é solução!

 PChagas

 

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2 respostas para A farsa da “Pacificação”

  1. Elias disse:

    General eu morei no Rio de janeiro mais de 15 anos,essa cidade e praticamente 80% de favelas e o Senhor sabe quanto mais pobreza mais violencia,por isso eu sai dessa Região sudeste nunca mais eu volto para cidade do Rio de janeiro onde e um caos total de bandidos altamente armados,armas de guerra mesmo,eu acompanhei varias operações nesses morros,inclusive aquele da Mare e o Morro do alemão,entre outros morros do R.J.
    E triste ver uma cidade ser comandada por bandidos,no Rio de janeiro só quem trabalha mesmo e o Bope.Perdi colegas e amigos da Policia militar do R.J por causa de Bandidos envolvidos com trafico de drogas e de armas.Resumindo a Segurança publica do Rio de janeiro e o resto de todo Brasil esta acabada e zerada,tudo por causa dessa politica suja e imunda que esta no poder do país,eu leio Jornais e todos os dias as noticias que eu encontro são as mesmas Mortes,corrupção,sequestros,latrocinios,e mais mortes todos os dias são essas as noticias.Vejo tambem que a Midia odeia a policia,aquela famosa midia comprada para difamar a P.M isso é em todo país.
    Já que ano de eleição não vejo candidatos altamentes competentes para adiministrar esse país,esses politicos pos regime militar acabaram esse país.Me lembro que quando o Exercito brasileiro e as forças armadas estavam no poder do Brasil algumas mudanças aconteceram,o exercito fez muitas obras durante esse tempo,a exemplo as usinas,a ponte de Niteroi,e ajudou a petrobrás em fim.
    Depois da saida do poder militar o Brasil se tornou um “buraco” em todos os termos,Não vejo mais saida para nenhum partido politico para mim são mafias,e outra esse Pt tem conceitos de comunismo,igual aquele de cuba.
    General diante de todos esses acontecimentos e escandalos nesse país qual a posição que as forças armadas tem? Seria muito triste ver o nosso país se tornando socialista.
    Minha opinião – quem deveria tomar de volta esse país era as Forças armadas do Brasil,eu sei que não seria nada facil essa missão,mais eu tenho varios motivos para não querer essa politica de mentiras e mais mentiras só esculto promessas mentirosas.E eu sei que nas Forças armadas tem pessoas responsaveis que tem a alto capacidade de comandar esse Brasil.

  2. Wiliam disse:

    Meu ponto de vista sobre isso era de um maior contingente policial em áreas delicadas inibiriam a ação de bandidos. Porém, vendo por esse ponto de vista, concordo que com isso estamos, na verdade, esperando que os bandidos desistam de agirem como tal e busquem outra vida, o que sabemos que não ocorrerá. Se buscamos “pacificar” é por que estamos em estado de guerra, logo somente aumentar o contingente policial não é o mesmo que buscar a solução definitiva do problema.

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