A confissão e o pedido de desculpas de Mírian Leitão

Caros amigos

Li, sensibilizado, o relato da jornalista Mírian Leitão sobre o que supostamente lhe teria acontecido, em 1972, após ter sido detida por agentes da Polícia Federal (PF), em Vila Velha (ES), os quais ela facilmente identificou por força de suas atividades subversivas a serviço do PC do B, sob o codinome de “Amélia”, dentre elas a de “guardar os rostos” do inimigo.

Sua prisão, junto com a do seu namorado, segundo ela própria, não foi, portanto, “um engano”, havia razões para isto, tanto que o seu codinome já era conhecido pelos órgãos de segurança.

Se levarmos em consideração que, em dezembro de 1972, mais de cem pessoas tinham sido mortas em consequência de atentados terroristas, 300 bancos tinham sido assaltados por terroristas, 300 militantes comunistas haviam sido enviados para cursos de terrorismo na China e em Cuba, vários quartéis haviam sido assaltados para roubo de armamento, 3 diplomatas haviam sido sequestrados, militares estrangeiros haviam sido justiçados, vários atentados à bomba haviam sido executados – dentre eles o do Aeroporto dos Guararapes e o ataque ao QG do II Exército – e que a Guerrilha do Araguaia – comandada, patrocinada e mobiliada por agentes do PC do B – estava em curso de operações, é fácil concluir que a militância da jovem jornalista e de seu namorado nos quadros do partido os enquadrava na categoria de agentes do terrorismo.

Se considerarmos, ainda, o modus operandi do recrutamento dos comunistas para as Forças Guerrilheiras do Araguaia (FOGUERA), podemos, sem medo de errar, admitir que os dois jovens detidos naquele dezembro de 1972 estavam, no mínimo, sendo preparados para reforçar os efetivos da guerrilha.

Em que pese o desrespeito e a intimidação do tipo de interrogatório a que, supostamente, ela teria sido submetida, inclusive com o emprego de uma cobra, – cujo comportamento, embora inofensivo naquelas circunstâncias, não seria necessariamente do seu conhecimento -, bem como o constrangimento da nudez, da “ameaça” de estupro e dos “cães pastores, babando de raiva”, é irrefutável que a prisão da jovem jornalista e de seu namorado obedeceu à lógica das evidências que as circunstâncias e os dados existentes justificavam, tanto que seu berreiro na calçada não comoveu os passantes!

A Sra Mírian Leitão tem todas as razões do mundo para não esquecer do que, supostamente, teria acontecido com ela naqueles dias, assim como também não vejo razão para que ela tenha esquecido dos motivos que a levaram a receber um codinome – “Amélia” – de uma organização terrorista!

Sua vingança foi sobreviver e vencer (sic), diz que não cultiva nenhum ódio, o que é demonstração de grandeza de espírito e que a valoriza como ser humano.

No entanto, a julgar pelo que se sabe das ações e dos objetivos destrutivos dos militantes e da organização aos quais, à época, se aliou – não menos desprezíveis do que as que diz ter sofrido sob a custódia de agentes de segurança -, é de se esperar que complemente seu valor pessoal com a humildade para admitir sua participação, qualquer que tenha sido, nas práticas terroristas que deram motivo e razão para a guerra da qual se diz vítima.

Confessar, agora, sem pressão, por amor ao Brasil e à liberdade, que apoiava o terrorismo e que queria para nós o que os irmãos Castro e o “Chancho” Guevara impuseram a Cuba e pedir desculpas por isto aos brasileiros, daria a todos nós, aí incluídos seus filhos e netos, muito mais “segurança no futuro democrático do país”.

Gen Bda Paulo Chagas

= Nenhuma ditadura serve para o Brasil – Grupo Ternuma =

 

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3 respostas para A confissão e o pedido de desculpas de Mírian Leitão

  1. Humberto Carlos Ingegneri Polyak disse:

    Eu cresci na “Ditadura Militar” (que de ditadura estava longe) então posso dizer com propriedade.
    Esses foram os melhores anos do Brasil e seu povo. A mídia (vermelha e comprada) engana o povo com uma simples palavra: GOLPE (na verdade foi um CONTRA GOLPE).
    Na “Ditadura Militar” meu pai nunca ficou desempregado e sustentou sozinho minha mãe, eu e minhas duas irmãs. Estudamos SEMPRE em escolas públicas com ensino de QUALIDADE, os que iam para escolas particulares, eram os repetentes que não conseguiam acompanhar o ensino (após a segunda repetência o aluno era expulso da escola).
    Tínhamos aulas de OSPB (Organização Social Político Brasileira) e Educação Moral e Cívica.
    Respeitávamos nossos mestres, nossos pais e nossa pátria.
    Sempre fomos atendidos (e muito bem) pelo serviço público de saúde.
    Brincávamos na rua até de madrugada e as portas das casas ficavam abertas.
    Nunca fui pressionado ou perseguido.
    Os únicos que se incomodavam eram justamente a corja vermelha, que matava, roubava e sequestrava e que hoje está no poder, arruinando o Brasil e seu povo.
    Para quem não sabe, os generais eram escolhidos por voto na câmara e seus vice-presidentes eram todos Civis.
    A tomada do “poder” foi justamente para impedir que Brasil se tornasse um pais comunista como está acontecendo hoje.
    O comunismo/socialismo é uma malque deve ser extirpado do planeta, um câncer que enche os bolsos de quem está no poder e destrói por completo o povo.
    Uma Intervenção Militar já deveria ter acontecido a muito.
    Me impressiona o fato dos mais antigos esquecerem e não compararem os áureo tempos dos Militares com os dias atuais.
    Na “ditadura” os cidadãos de bem podiam portar arma de fogo (que ditadura é essa ?), hoje essa regalia pertence somente aos bandidos e traficantes (e as pessoas acham que vivemos em uma democracia). Todo governo comunista começa assim, cerceando esse direito dos cidadãos para que eles não possam se defender e ficarem à mercê das barbaries que só o comunismo pode lhe proporcionar.
    O Militares tem e sempre terão meu total apoio e confiança, e espero, cinceramente que isso se espalhe a todas as pessoas de bem desse país.
    Desde já me coloco à disposição para lutar pela liberdade.

    “Não me pergunte se sou capaz, apenas me dê a missão”.

    Humberto Polyak.

  2. Gilson Robini disse:

    Parabéns pelo comentário, Humberto. Também cresci durante o governo militar. Lembro que os cidadãos de bem, como o meu pai, temiam os atentados e não os militares.

  3. Ronaldo disse:

    Aqui em Porto Alegre agora quiseram mudar o nome da Avenida Presidente Castelo Branco, famosa via de acesso à capital, para Avenida da “Legalidade” e da “Democracia”. E com um discurso idiota que estão tirando o nome de um ditador para colocar um nome melhor. Como se não houvesse coisas mais importantes para se mudar… Além de tentar apagar um trecho da história brasileira, estão dando evidências da sua “Demonocracia” com os militares. No mínimo, óbvio.
    Vejam só:
    http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2014/08/projeto-que-muda-nome-da-avenida-castelo-branco-em-porto-alegre-volta-a-pauta-da-camara-4584372.html
    http://polibiobraga.blogspot.com.br/2014/08/camara-de-porto-alegre-muda-nome-da.html?m=1

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