O exemplo e as lições de sucesso do Gen Carlos Alberto Santos Cruz

Caros amigos

Após submeter à sua apreciação e aprovação, compartilho algumas das lições colhidas pelo Gen Santos Cruz em experiências vividas por ele e que, certamente, servirão de parâmetro aos que ainda querem e podem conduzir soldados na paz e na guerra.

São considerações que merecem a atenção e a meditação de todos os brasileiros, pois retratam a experiência e o sucesso de um General Brasileiro em operações de combate:

  1. Na prática, não é possível comandar de acordo com o estabelecido no modelo teórico. A sensibilidade e a percepçãoé que fazem a diferença na ação de comando. Fazer tudo de maneira racional, cartesiana, conforme recomendam  os manuais, pode levar ao desastre. É importante valorizar e acreditar na iniciativa, na ousadia  e na intuição pessoal.
  2. confiança dos subordinadosé fundamental e deve ser conquistada pelas características pessoais do comandante, não por estereótipos traçados nos manuais.
  3. O bom humortem papel relevante e não é antagônico à seriedade.
  4. No combate, as situações são de risco de vidae as decisões trazem consigo consequências psicológicas, pessoais, legais e de publicidade. Se não houver tranquilidade natural, bom humor, participação no trabalho de planejamento e nas atividades de risco e preparo físico para estar presente em vários e diversos locais, não há como desenvolver a confiança dos subordinados.
  5. É preferível planejar e decidir no terreno. As decisões se tornam mais simples do que quando tomadas na carta e a simplicidade (objetividade) na decisão é o que produz a confiança entre o Comandante, seu EM e a tropa.
  6. Os subordinados querem ser comandados por uma pessoa normal, bem humorada como eles.O bom humor na adversidade é que diz aos subordinados que o Comandante merece confiança, porquanto é demonstração de confiança em si próprio!
  7. Para tomar decisões corretas e oportunas, corajosas, é preciso ter e demonstrar autoconfiança. Paciência e crédito na intuição pessoal são fundamentais.
  8. O stress, a tensão e a forte pressão emocionalnas vésperas das situações de combate, de risco, fazem parte do processo de busca das soluções.
  9. O tato, atributo básico para a condução do relacionamento com os subordinados, é difícil de ser desenvolvido com estudos, “quem tem já nasceu com ele”.
  10. Não há fórmula para liderar. É preciso praticá-la a seu modo, com naturalidade, sem processos, conceitos ou fórmulas, sem pensar se haverá dividendos ou não.
  11. É preferível comandar da linha de frente, onde é mais emocionante (ousadia) e onde existe o contágio da tropa (entusiasmo). Ir na frente deixa o Comandante mais corajoso. Se ficar sempre para trás, acaba ficando medroso.
  12. É bom conhecer e passar pelos mesmos riscos que os soldados estão passando. É uma questão moral. Existe igualdade de valor na vida de ambos. E os comandantes, em todos os níveis precisam, de alguma forma, pelo menos algumas vezes, viver as emoções da primeira linha. Os subordinados gostam de ver o Comandante na frente, mesmo que ele tenha alguma dificuldade devida, principalmente, à idade e ao preparo físico. De qualquer forma é preferível que tê-lo à frente do que ausente!

O Gen Santos Cruz, por virtudes demonstradas em outras oportunidades, foi escolhido pela ONU, mesmo já estando na reserva, para a missão mais difícil da história da organização.

Seu êxito como Comandante Operacional atesta o acerto da sua promoção ao generalato e seu perfil militar servirá de base para a escolha e para a promoção de novos Generais, valorizando, entre outros, os atributos que têm influenciado o seu sucesso: bom humor, objetividade, iniciativa, coragem, ousadia, entusiasmo, preparo físico, tato e desapego às soluções doutrinárias.

Suas experiências e seus feitos entram para a História do Exército como os dos que o antecederam e, por sua vez, servirão de suporte aos dos que lhe sucederão.

Desde os Guararapes, os mesmos valores, as mesmas missões, os mesmos sacrifícios, o mesmo Exército Brasileiroperene e de Caxias!

Gen Bda Paulo Chagas

 

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4 respostas para O exemplo e as lições de sucesso do Gen Carlos Alberto Santos Cruz

  1. Muito bom! Transferi para minha realidade de professora guardadas as devidas proporções,é claro. Concordo em tudo! Lerei outras vezes! Grata,

  2. André Ortiz disse:

    Bom dia,

    Caro Gen. Paulo chagas, uma vez um comandante meu me explicou os três tipos de líderes que existem, tem o líder temido, o líder respeitado e o líder que me perdoe a colocação verbal chula mas muito usada na caserna a tropa ta cagando e andando para ele, no caso do temido ele só é respeitado quando de frente com seus subordinados mas por traz todos contestam sua competência, oque a topa ta cagando e andando pouco faz na frente ou por traz ninguém respeita, mas o líder respeitado a tropa o respeita ele estando por perto ou não e segue suas ordens não apenas por hierarquia mas por confiança no homem que ocupa o cargo/patente ao qual ele esta designado, inteligencia, conhecimento, coragem, respeito e jamais deixar a tropa no abandono receita para para ser um líder respeitado. General Carlos Alberto Santa Cruz um líder respeitado por todos.

    Certo da atenção empenho sempre meus respeitos.

    André Ortiz

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