Impeachment ou intervenção, que cada um faça a sua parte

Caros amigos

É realmente angustiante o ritmo com que as coisas evoluem no Brasil. No entanto, é o nosso ritmo! Muda-lo à força não mudará a nossa natureza.

Temos que aprender a conduzir os nossos destinos e, principalmente, aprender a definir o que de fato é bom, se não para todos, pelo menos para a maioria, e fazer acontecer sem depender de decisões sobre as quais não temos ingerência.

Temos que entender e aprender que os políticos não se constituem em uma classe profissional autônoma que trabalha para si própria. Pelo contrário, são representantes compromissados com a vontade dos que os colocaram lá e a eles devem respeito e prestação de contas.

Já os militares são o que são porque escolheram esta profissão e, com esforço pessoal, individualmente, representando unicamente a sua vocação e mais ninguém, passaram a integrar um organismo armado com missão definida.

Uma iniciativa ou uma decisão de um político representa, em princípio, a vontade de seus eleitores. Uma iniciativa ou decisão de um Comandante Militar pode ser aplaudida ou vaiada pela sociedade como um todo, mas não depende da vontade ou da pressão popular. A sua função não é eletiva, é uma conquista de esforço, de dedicação, de mérito e de demonstrações de coragem e de responsabilidade consequente.

Portanto, a decisão por uma intervenção militar, ao arrepio da Constituição, como em 64, é exclusiva dos militares, não carece de pedidos, pressões, aplausos, vaias, choros ou ranger de dentes!

O mesmo já não é válido para o impeachment, porquanto os políticos podem e devem ser pressionados para que façam, no nosso ritmo, o que nós achamos que deve ser feito!

Assim, é mais lógico que nós, cidadãos, não fiquemos esperando ou tentando induzir os soldados a fazer o que NÓSachamos que eles devem fazer, mas, antes de mais nada, fazer o que NOS cabe como eleitores dos outros cidadãos que representam a nossa vontade no Poder Legislativo.

Os militares, como tal, não com cidadãos e eleitores, farão a parte deles, se assim julgarem necessário, com ou sem a nossa demanda ou aquiescência, merecendo o nosso aplauso ou as nossas vaias. Eles não dependem disso, mas, apenas, da própria consciência cívica, patriótica e profissional!

Pensem nisso…

Gen Bda Paulo Chagas

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20 respostas para Impeachment ou intervenção, que cada um faça a sua parte

  1. Francisco Machado disse:

    Caro General,
    Penso que os dois resolveriam a grave crise institucional, política, econômica e moral, sem precedente, porque passa o País, por culpa exclusiva da presidente e de seu principal partido de apoio, o PT. O impeachment da presidente livraria o país definitivamente das garras do PT e a intervenção militar, necessária neste momento, garantiria o desenrolar do processo de impeachment, sem as pressões do governo sobre os parlamentares, que certamente existirão. Se não for assim, e parece que não vai ser, a meu ver por acovardamento das FFAA, o risco de o tiro sair pela culatra é incalculável, e neste caso, adeus à democracia.
    Saudações
    Francisco Machado

  2. Concordo com o Sr: Gen Paulo, desde de que as FFAA jamais se esqueçam da Carta Magna que diz que, a organização MILITAR É UMA INSTITUIÇÃO FEDERAL E SUPREMA, PARA DEFENDER O PÁTRIA, CONTRA INIMIGOS EXTERNOS,TANTO QUANTO INTERNOS. E ACHO QUE DESTRUIR TODOS OS PILARES DA REPUBLICA,COMO ESTE GOVERNO, EXPLICITAMENTE ESTÁ FAZENDO, caracteriza, INIMIZADE INTERNA, que para mim não é um plano de governo, isto é um plano monstruoso de DESTRUIÇÃO TOTAL da Nação, e, é nada mais nada menos do que: A VINGANÇA DOS DEGREDADOS.

  3. Rodrigo de Souza disse:

    Caro general,

    O problema não é falta de uma intervenção militar, mas pelo fato de que não há uma mínima resistência contra os atos inconstitucionais do Governo. O PT está tentando dar um golpe contra o impeachment de Dilma e nada acontece. O pedido para impedir que o processo de impeachment seja votado passou pelas mãos do ministro Gilmar Mendes (negou), Celso de Mello (negou), e agora está nas mãos do petista Fachin (?).

    Palavras de Gilmar Mendes: http://www.oantagonista.com/posts/gilmar-deputados-do-pt-cometeram-ato-ofensivo-ao-judiciario

    O que angustia o povo é que não haverá nenhuma punição contra o abuso de autoridade, pois há uma má impressão de que o PT é livre para praticar o que bem entender contra nossa Constituição e contra a vontade popular.

  4. catarina dias mendes disse:

    Mais explícito do que isso é impossível. O difícil é fazer os civis entender.
    Com 61 anos de idade, estudei até a 8a. série (antigo ginasial) em escolas públicas, durante o regime militar e me surpreendo em constatar como a qualidade do ensino caiu e emburreceu a maioria das pessoas.

  5. Ferrbeck disse:

    General Paulo Chagas, o Brasil está caótico…a pressão é violenta…a criminaliade é ostensiva e não há policiais…nossa soberania é afrontada a cada dia…QUEREM QUE RECORRAMOS A QUEM??? A INSTITUIÇÕES CONTURBADAS? A INEXISTÊNCIA POLICIAL? AS PESSOAS PENSAM NAS FFAA! ESTÃO ERRADAS?

  6. Francisco Machado disse:

    Apenas para registrar:
    Com a exoneração do General de Exército, José Carlos De Nardi, que estava à frente do Comando do Estado Maior das Forças Armadas, Dilma cria o SEU Exército de MUDOS.

  7. Clayton Kikugawa disse:

    Perfeito general!

    Deus abençoe.

  8. anom disse:

    General Paulo Chagas,
    Acontece que a coisa degringolou, de tal forma que não há mais conserto por vias politicas.
    Eu tenho certeza que o senhor sabe disto, mas como legalista que é, por força da sua formação militar prefere que seja do jeito politico.
    Felizmente, a maioria já não acredita no impeachment, que é trocar 6 por meia dúzia.
    Faremos nossa parte, nem que todo o povo tenha que sofrer com isto e se privar de conforto por algum tempo.
    Se este é o custo da liberdade total, sem comunismo, que paguemos o quanto antes.

    • Você acredita que se os militares assumirem, no dia seguinte tudo estará resolvido? Se a resposta é sim, devo dizer-lhe que você está enganado. Seja qual for a solução, levaremos, pelo menos, vinte anos para mudar (ou pacificar) o Brasil, porque uma geração tem que ser mudada e isto não demora menos do que vinte anos, e olhe que estou desconsiderando a possibilidade (real) de luta interna, com muito derramamento de sangue. Ninguém pode advogar por esta solução enquanto houver outra, mesmo que muito demorada.

  9. Francisco Machado disse:

    Caro General,
    diz o ditado que não se faz fritada sem se quebrar os ovos. Também se diz que se há separar o joio do trigo.
    Os BRASILEIROS MAIÚSCULOS, que constituem a maioria absoluta do povo, que amam a liberdade e dariam a vida por ela, se distinguem, como a noite do dia, daqueles brasileiros minúsculos que querem acabar com essa liberdade, em nome de uma ideologia estúpida de que eles, párias e vagabundos da pátria, se alimentam.
    Motivos para uma intervenção militar pontual, amadurecida pela experiência de 1964, é que não faltam, pois muito mais do que naquela época a nação brasileira vive um estado de baderna administrativa e institucional sem precedentes, além de correr o risco de implantação da ditadura do proletariado, sonho de Lula e de seus asseclas, risco que, a meu ver, em 64, efetivamente não houve.
    Vejo, na perspectiva do impeachment, oportunidade ímpar de nosso País se livrar dessa corja nojenta que, “democraticamente”, se apoderou do poder e, “democraticamente”, quer se manter nele a todo custo.
    Do mesmo modo vejo que o risco de o tiro sair pela culatra é grande o suficiente para justificar a intervenção militar, dada a maioria fisiológica e ideológica que essa turba conquistou no Congresso Nacional, ao preço da desenfreada e imoral corrupção que se espalhou como praga e que é capaz de jogar por terra talvez a derradeira chance de livrar o País da bandidagem política. Se há pecado em se fazer alguma coisa que pareça inadequada, pecado maior é não se fazer o que precisa ser feito, por receio de errar. O arrependimento da omissão é sempre tardio e muito mais doloroso.
    Saudações
    Francisco Machado.

  10. Pingback: General diz que Iniciativa dos Comandantes para empreender uma Intervenção Militar não dependeria da VONTADE da SOCIEDADE - Noticias Militares

    • Não é bem assim como está no comentário. O meu amigo Robson Merola de Campos refere-se ao conhecimento que a sociedade quer e merece ter a respeito do que pensam os militares. O Gen Villas Bôas tem feito isto, na medida em que julga conveniente e necessária, por intermédio do Centro de Comunicação Social do Exército. A referência do Robson é ligada ao “frisson” causado pelo vazamento dos comentários do Gen Mourão em palestras para seus comandados e pelas entrevistas que concedeu a emissoras de TV no Rio Grande do Sul.
      Ainda sobre isto, vale a leitura da mensagem do Gen Etchegoyen aos Generais recém promovidos. Ali está a opinião dos militares para conhecimento público!

  11. General,

    Não há como acreditar num país onde a Justiça, no STF, é dirigida rumo à impunidade daqueles que assaltam a nação. A maioria absoluta dos ministros que lá estão foram lá colocados, escolhidos a dedo pela “quadrilha organizada” de Brasília…. São raras exceções, naquele Tribunal. É público e notório que, aquele não é um Tribunal Sério, e que, em sua maioria absoluta, está a serviço desse projeto criminoso de poder instalado a partir do fôro de São Paulo.

    O dia a dia daquela corte nos mostra que, sua forte tendência é se igualar, em pouco tempo, ao Tribunal Supremo da Venezuela, onde o Governo e seus aliados nunca perdem, nunca são condenados. Isso é fato! E, contra isso, é irrelevante a opinião pública…

    Não há como acreditar num país onde o Congresso Nacional onde, de plano já foram descobertas 300 (trezentas) contas na suíça, onde a maioria lá está com o exclusivo objetivo de “tirar vantagem ilícita”. Há, da mesma forma que no STF, algumas poucas exceções, como em todo lugar, mas são minoria. A improbidade impera aos quatro cantos nesse país. Não há comprometimento com a “res publica”, senão puro assalto.

    Um congresso comprado. Um sistema de Poder que, ao substituir o criminoso, coloca outro em seu lugar, faz o povo acreditar que tudo será diferente…

    Por último, um executivo federal do qual não se faz necessário tecer piores considerações. Simplesmente conseguiram “minar” as instituições, e, a única ainda não minadas são as FFAA, definitivamente a última reserva moral desse país.

    Talvez seja por isso, que, muitas pessoas de bem não vejam possibilidade real de resolver os problemas do país através das instituições, falidas, e vejam nas FFAA a única esperança e salvação da escravidão, ora do comunismo, ora da corrupção/impunidade, que embora distintos, são dois Tumores malignos…

    Saudações.

    Vinicius Array

  12. Prezado General.

    Nos dias de hoje faço política em tempo integral, anteriormente percebi que quanto mais eu fugia dela, mais ela me perseguia, no que se refere a reflexos da não consciência e exercício de cidadania. Em relação aos inúmeros escândalos de corrupção que assolam o nosso país, fato esse que impulsiona o clamor pela intervenção, já ouvi muitos comentários desprovidos de conhecimento e consciência, chegando até a soar com uma falta de respeito aos nossos honrosos militares. Sempre que posso, tento argumentar de uma maneira positiva. Estive lendo todas as suas respostas aos comentários e, concordo em número e grau, muitos por euforia não fazem ideia do que seria uma intervenção, na nossa rotina como a conhecemos hoje, no cenário econômico, mercado financeiro e etc. Por fim, creio que falta mobilização árdua e incessante por parte nossa, até vencermos essa queda de braço.

    Abraço ao General.

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