O ceticismo e a impaciência trabalham a favor do adversário.

Caros amigos

Há duas semanas Dilma Rousseff sofreu o impeachment que quase todos queriam e que alguns poucos duvidavam que ocorresse. Não foi uma vitória completa, arrasadora, porque as forças subterrâneas, na clandestinidade, atuaram para salvar parte do poder de combate do inimigo e lograram um um ainda não consolidado.râneas er de combate do inimigo.ra que esta nalguns duvidavamêxito ainda não consolidado.

O PT foi tirado do poder, mas ainda não da vida pública. Na verdade, nunca será, porque, se queremos uma democracia plena, esta terá que acolher até quem contra ela conspira. Isso nos mostra que a nossa luta, mesmo não sendo uma luta “a muerte”, como a que o Che e os Castro impuseram à pobre Cuba – nunca mais “libre” -, será um entrechoque árduo e permanente de ideias e argumentos. O PT poderá desaparecer mas a proposta socialista permanecerá enquanto houver quem acredite na utopia do homem novo.

Lula foi finalmente denunciado por uma pequena parte de seus crimes, de forma clara, eloquente e competente pelos Procuradores do Ministério Público (MP), o que caracteriza o início do fim de um mito – literalmente – do pau oco!

Alguns, desconhecendo o papel do MP e o rito processual da justiça, dizem – por razões que variam da má fé à ignorância, passando pelo sensacionalismo – que não há, porque não foram apresentadas publicamente, provas dos crimes de que ele é acusado.

Ledo engano, porque cabe ao Juiz Sérgio Moro acolher ou não a denúncia e o comportamento recorrente do magistrado, e da equipe de procuradores que processam as investigações da Polícia Federal na Operação Lava Jato, nos dá sobejos argumentos para alimentar a expectativa de ver o acusado dirigindo-se “a pé” para a cadeia, como publicamente prometeu.

Lula da Silva, por sua vez, reuniu seus poucos correligionários em um auditório de hotel para tentar, em vão, comover a Nação com sua reconhecida verve de conveniente e camaleônica coerência. Chorou, mas não comoveu nem tampouco convenceu, muito pelo contrário.

A figura – disfarçada de acaju – de Gleisi Hoffmann e seu sorriso irônico, acompanhados pelo balbuciar e o olhar “viajante” de Lindberg Farias e da postura de papagaio de pirata de Paulo Rocha, saltitante de um a outro ombro do “líder”, bem demonstram que o PT continua o que sempre foi, um engodo, e, mais recentemente, uma quadrilha a debochar do obscurantismo da sua militância e da gente miserável cuja pobreza usou para locupletar-se de dinheiro público.

Enquanto isso, a CPI da Lei Rouanet foi aprovada e José de Abreu – o cuspidor – e outros “famosos apaniguados” terão que apresentar-se no papel de eles mesmos para prestar contas da “mamata cultural” que enchia seus bolsos.

Concomitantemente, uma reforma política foi também aprovada, pondo em xeque a existência de partidos de aluguel, nanicos e sem propostas, que visam tão somente a participação no absurdo Fundo Partidário e o aluguel de espaço nos horários eleitorais. Segundo alguns especialistas, a medida poderá reduzir de mais de trinta para apenas uma dezena o número de partidos políticos no Brasil.

Ricardo Lewandowiski – o pigmeu – foi substituído na presidência do STF por Cármen Lúcia, uma indicada de Lula da Silva que brindou a alma brasileira com a seguinte declaração pública: “Na história recente da nossa Pátria, houve um momento em que a maioria de nós, brasileiros, acreditou no mote segundo o qual uma esperança tinha vencido o medo. Depois, nos deparamos com a Ação Penaç 470 [Mensalão] e descobrimos que o cinismo tinha vencido aquela esperança. Agora parece se constatar que o escárnio venceu o cinismo. O crime não vencerá a Justiça. Aviso aos navegantes dessas águas turvas de corrupção e das iniquidades: criminosos não passarão a navalha da desfaçatez e da confusão entre imunidade, impunidade e corrupção. Não passarão sobre os juízes e as juízas do Brasil. Não passarão sobre novas esperanças do povo brasileiros, porque a decepção não pode estancar a vontade de acertar no espaço público. Não passarão sobre a Constituição do Brasil!”.

Há muitos outros fatos novos a registrar. Vou deter-me nestes poucos para concluir que são indícios de que estamos progredindo lentamente no território do adversário. Se por um lado temos a nosso favor a razão, as evidências e o maior efetivo, devemos aceitar a verdade de que demos ao inimigo muito tempo para preparar e fortalecer as suas posições e que, portanto, temos muitos obstáculos a ultrapassar, armadilhas para desarmar e resistências a vencer.

Deixar-se dominar pelo pessimismo ou pela ansiedade e negar, desprezar ou reduzir a importância desses indícios é trabalhar para o inimigo, cujo foco é e tem que ser a nossa perda de impulsão.

Os verbos continuam a ser perseverar e vigiar e isto só será possível se valorizarmos todas as conquistas e quaisquer mudanças no ambiente operacional. A motivação para o combate é combustível indispensável para a manutenção da nossa ofensiva, não podemos desperdiça-lo com ceticismo e impaciência.

Gen Bda Paulo Chagas

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7 respostas para O ceticismo e a impaciência trabalham a favor do adversário.

  1. Marcus C da Silva disse:

    *É lamentável o ocorrido. Como bem sabe a corrupção não é só do pt e sim todos os **partidos.* *Acredito que o único jeito de salvar o Brasil e o retorno da monarquia que foi um golpe.* *Acredito que conhece a TV IMPERIAL no youtube.* *Pois enquanto o Brasil for república ele não vai para frente.*

  2. Paulo Roberto disse:

    Bom dia a todos. No que se refere à Ministra Carmem Lúcia, indicada pelo futuro réu que compareceu à sua cerimônia de posse, não nos esqueçamos que a mesma votou contra a condenação dos réus do “Mensalão” pelos crimes de formação de quadrilha. Graças a absolvição por este crime todos tiveram o tempo de condenação enormemente reduzido e puderam voltar mais cedo a nos roubar com liberdade (embora mesmo presos ainda o fizessem). Possivelmente será o pupilo Toffoli o Presidente do Supremo Tribunal Federal quando finalmente chegar a hora de julgar, em última instância, os crimes de Lulla e talvez até de Dillma. Claro que suas penas serão absurdamente reduzidas e, quase que seguramente, nem mesmo irão presos. Tivemos, no Senado Federal, uma confissão pública de crime de favorecimento. O Presidente do Senado confessando diante do Presidente do Supremo que havia cancelado o indiciamento de uma senadora e seu marido e sabe no que isso vai dar? Absolutamente nada. Continuo lembrando ao poder moderador: Omissão também configura crime.

    • Caro Paulo Roberto, julgo que o seu ceticismo é justamente o que “eles” querem. Não pretendo impor a ninguém as minhas convicções, mas na república esse “poder moderador” é um arranjo retórico usado para justificar um outro tipo de omissão. Aceitar a tutela de um poder circunstancial, entendendo-o como algo intrínseco da vida republicana no Brasil é também uma forma de acomodação.

  3. Kevin Artsu disse:

    Bom dia General !
    O estrago que a facção criminosa petista propagou por este país foi considerável, é verdade que os cupins do erário público tiveram bastante tempo para consolidarem suas posições, mas é verdade também que tudo ruiu como um castelo de baralhos.

    A luta continua e vamos aniquilar estes vagabundos que quase ajoelharam esta nação.

    O Comandante Máximo da Corrupção tem que apodrecer na cadeia, é o nosso desejo e de todo o cidadão decente deste Brasil.

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  5. Francisco Machado disse:

    É isso aí, caro General.
    Vencemos uma grande batalha, destituindo o PT do poder, mas não o destruímos, ainda.
    Cabe-nos, agora e sempre, manter a vigília sobre os inimigos da Pátria.
    Saudações.
    .Francisco Machado

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