“A farda não abafa o cidadão no peito do soldado” – Marechal Osorio

Caros amigos

Uma intervenção militar na política é como um remédio contra a febre, ataca os sintomas, mas  não resolve os problemas. Não atinge as suas causas. Pode, no máximo,  criar condições para que a sociedade organizada os resolva e imunize a nação contra os males que a afligem.

Em 64 foi assim e,  mesmo tendo os militares ficado no poder por 21 anos, o povo negligenciou das suas responsabilidades e preferiu tomar caminho diferente do indicado por eles. Deu no que deu.

Não é inteligente persistir no erro, pelo contrário, o povo precisa, portanto, aprender a resolver os seus problemas e a escolher o caminho que lhe convém.

Existem várias maneiras para faze-lo, uma delas é errando, caindo, ralando e sofrendo as consequências dos próprios erros.

Um bom número de brasileiros já está convencido de que a solução está em uma mudança das suas próprias atitudes e se empenha para conquistar, em definitivo, o futuro que, há tanto tempo é o horizonte almejado pelo Brasil.

Este contingente de patriotas, descontaminado das ilusões demagógicas da utopia socialista, já demontrou que tem capacidade e vontade para construir as bases dessa conquista.

Os militares, cidadãos e eleitores como os demais brasileiros,  estão incorporados à esse efetivo e reconhecem o seu poder para mudar os rumos do País.

O fato de integrar instituições armadas, com responsabilidades constitucionais bem definidas, não os afasta do exercício de direitos civis, o que lhes confere o acréscimo da sensibilidade cidadã ao dever profissional de avaliar as perspectivas de sucesso da via política para a realização do bem comum.

A tutela tende a formar acomodados e irresponsáveis e é por isso que as FFAA, adestradas para aprender  com os próprios erros, não pretendem deixar seu “dispositivo de expectativa” para utilizar outra via antes da vigésima quinta hora.

Infelizmente já há quem tenha entreguado os pontos e, rendidos às circunstâncias negativas, precipitadamente, pedem a aplicação dos paliativos!

As palavras e o exemplo do maior líder militar da história brasileira e patrono da nossa Cavalaria deveriam tranquiliza-los: “Quero a ordem e a liberdade, mas quando esta perigar, minha espada estará pronta para defendê-la. As dificuldades não me quebrantam o ânimo”.

Gen Bda Paulo Chagas

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11 respostas para “A farda não abafa o cidadão no peito do soldado” – Marechal Osorio

  1. Caríssimo General, com todo respeito que V.S merece permita-me discordar. O saudoso regime militar, durante sua vigência, fez uma limpeza digna de nota neste nosso Brasil. Foi, por diversas vezes necessário o uso de força para o qual as FFAA estão muito bem preparadas. Aquela foi uma época de paz e de glória. O único defeito que vejo é que se retiraram deixando o serviço incompleto. Como numa infecção mal curada, os agentes patológicos voltaram e com forca redobrada. A impressão que fica é de que diante da tarefa agora consideravelmente mais árdua que têm pela frente, as FFAA se esquivam e usam de subterfúgios para se desincumbirem dessa tarefa legando à divina providência a solução do problema. Com certeza daí não virá!
    Meus respeitos.

  2. Maria do Carmo Freire Soares disse:

    Nobre General,

    Em um país continental com aproximadamente 200,4 milhões de pessoas, dominado pelo crime organizado, pelo crime institucionalizado politicamente, esperar mais tempo para que o povo bombardeado por informações da mídia ” a posteriori ” se conscientize de suas atitudes será o mesmo que deixar a febre aumentar até convulsionar e morrer.

    ORDEM E PROGRESSO.

    • Como disse o Senador Pedro Simon, a crise é mais do que política, mas ainda não é institucional. Eu ainda confio na capacidade do povo para mudar o seu destino. Se mudar errado, será errado no meu entendimento e eu continuarei a empenhar-me para que seja como eu acho que tem que ser. Se os militares julgarem oportuno e necessário intervir eu estarei do lado deles, porque confio que sabem o que fazem e que não precisam de mim para decidir. Até lá, continuarei a fazer a minha parte, como cidadão, sem contar com eles.

  3. Maria do Carmo Freire Soares disse:

    Grata pelo comentário Nobre General.

    Para além de todas as crises e crimes que possamos nomear o quê me angustia é a impunidade, é a certeza de que as leis em vigor protegem os criminosos e penalizam os cidadãos de bem.
    Quantos brasileiros mais irão morrer vítimas de latrocínio, de balas perdidas, de sequestro, de estupros, entre outros…?
    Quando poderemos chegar em casa sem ter notícias que não podemos passar em uma determinada rodovia por que o tráfico fechou e decretou toque de recolher?
    Quando poderemos deixar nossas crianças irem comprar um pão a 100 metros de casa sem se preocupar se ela voltarão bem?

    Nossas casas, ainda com a falsa sensação de segurança, são nossos presídios e ao mesmo tempo nossos túmulos.
    Se não morremos ao tentar ver o sol, morremos na escuridão de vê-lo; pois, sem liberdade estaremos sempre mortos.

    • Prezada Maria do Carmo, um erro não justifica o outro, nem tampouco corrige um terceiro. A impunidade no Brasil tem origem na nossa Constituição vigente e legal. Para corrigi-la temos que fazer outra, em momento oportuno, elegendo outros constituintes. Qualquer atitude diferente dessa, tomada fora do curso normal e legal, será arbitrária e não legítima. Assim, há que ter paciência e perseverança para mudar em bases sólidas, definitivas.

  4. Vânia PCChaves disse:

    Parabéns Gen. Paulo Chagas. Obrigada por suas palavras cheias de inteligência e sabedoria. Concordo que as FFAA saberão agir se tudo o mais falhar. A vocação das Forças não é o governo , mas,sim, a defesa da Pátria só intervindo em situações extremas. E por isso não concordo em clamar por elas, como se não soubessem quando e como agir, embora entenda os que assim o fazem que são , em geral, pessoas da melhor qualidade e patriotismo. Vou às ruas em defesa da Lavajato , da Polícia Federal, do MP e só. Embora filha, neta e bisneta de militares, fui seduzida na juventude pelo canto da sereia do igualitarismo socialista, embora só nas ideias, discordando sempre das ações de terrorismo que alguns grupos praticavam. Com a maturidade, entendo muitas coisas que na época não entendia. E sempre soube, pelos meus, que os militares vivem e morrem pela pátria e são disciplinados e legalistas. Mais uma vez obrigada por lembrar tanto, na maneira de falar, o meu pai e avô falecidos.

  5. Laudares disse:

    Caro General,
    Texto belíssimo, oportuno e certeiro.

    Grande abraço e um Natal e ano novo cheio de esperança para o senhor e sua família.

  6. Cheila Crespo disse:

    Na verdade General, eu quero que o Senhor esclareça pra mim a verdade que como o governo militar chegou ao Poder em 1964. A esquerda fala muito em Golpe Militar, aliás isso está escrito em vários lugares, pois durante os anos do governo petista, tentaram à todo custo enfiar a Ideologia Marxista nos jovens estudantes. Eu particularmente fiquei com nojo dessa manipulação, a qual foi introduzida na maioria das instituições públicas de Educação. Mas fala-se também em Revolução de 1964, a qual evitou o Comunismo no nosso País, e eu acredito mais nesta hipótese. E o Senhor poderia me explicar melhor sobre essa questão, eu quero simplesmente a verdade, e sem parcialidade… Obrigada!

    • Prezada Cheila, procure a resposta no site http://www.ternuma.com.br . Lá você encontrará a verdade ou, se preferir, compre e leia o livro do Cel Ustra, “A Verdade Sufocada”.
      Apenas para não deixar você sem uma resposta direta, na minha opinião, a melhor definição do que ocorreu em 31 de março de 1964 consta do livro “Combate nas Trevas”, de Jacob Gorender, um comunista histórico, onde se lê que foi “um contragolpé preventivo da direita”, confirmando a oportunidade da revolução, antecipada em alguns dias pela iniciativa do Gen Mourão Filho, em Minas Gerais.

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