Para onde devemos dirigir o esforço da nossa vontade coletiva?

Caros amigos

Muitas coisas mudaram nesses últimos quatro ou cinco anos, devido ao fato de que uma parcela significativa do povo brasileiro acordou da letargia e, graças às facilidades de comunicação criadas pelas redes sociais e de computadores, conseguiu unir-se em torno de um ideal: “Deixar de ser enganado, iludido e roubado pela classe política e, sem perder de vista os valores e anseios de cada um, rejeitar, em diferentes escalas e extensões, as causas do drama que, hoje, a TODOS aflige”.

Esta mesma força democrática – a vontade da maioria – desde 1985, vinha apoiando e avalizando a proposta que, trinta anos depois, nos fez chegar a esta crise maldita.

Começamos a reagir ao erro há cerca de cinco anos e, a partir daí, definimos o que não mais queríamos para o Brasil e defenestramos uma presidente inepta e alvo de investigações que, possivelmente, a levarão para a cadeia junto com centenas de políticos e empresários que se locupletaram do erário enquanto assistíamos a tudo como se não fosse um problema nosso!

Ela está sem mandato, mas, contrariando a nossa expectativa, mantém os direitos de cidadã, como se fosse um de nós, fato que se explica pela quase completa contaminação corruptiva do poder político, ambiente onde tramam e transitam as mais importantes “lideranças” do País que, por todos os meios que a hipocrisia lhes confere, dificultam, com a vã intenção de impedir, a transformação que, em nova investida da vontade popular, está sendo implementada, com justificada lentidão.

Afinal, foram três década de aparelhamento e plena liberdade de ação para os malfeitores que, ao receberem mandatos populares, julgavam-se acima do bem e do mal. Qualquer tentativa de reversão deste processo por método não político e legal, intensivo ou violento, trará consigo o risco de descompor a maioria e reverter o quadro e o rumo tomado a partir da constatação do erro coletivo.

O impeachment da presidente foi o clímax de um processo que abriu-nos a porta para outro destino. Ao transpô-la, nos deparamos com uma infinidade de tarefas a priorizar, caminhos a seguir e apenas algumas certezas: não será fácil, nos tomará tempo e exigirá atenção, perseverança e novas escolhas.

As condições atuais, nos impõem regular curto o movimento e definir com parcimônia as prioridades, visto que marcharemos em direção ao primeiro objetivo na companhia daqueles que devemos defenestrar assim que o atingirmos.

Os políticos sabem que estão em desgraça e correm contra o tempo, acossados pela “Vara de Moro” e apostando na “morosidade” da corte que os julgará, e tudo farão para chegar a 2018 ainda em condições de participar de um jogo que só ganharão se nós não tivermos ainda aprendido a jogar.

Assim sendo, nossas atenções têm que estar voltadas, prioritariamente, para o equacionamento da crise econômica a qualquer custo, para o sucesso da “Lava Jato” em todas as suas instâncias, para a aprovação das medidas de combate e prevenção da corrupção e para a anexação do voto impresso à urna eletrônica.

Isto nos permitirá chegar a 2018 em condições de promover a tão necessária renovação de caras e nomes na política e de selecionar e eleger propostas efetivas e não demagógicas ou politicamente corretas para as crises nas áreas prioritárias da atuação do Estado: Saúde, Segurança e Educação.

É o que, objetivamente, penso que deve merecer o esforço da nossa vontade coletiva. Temos que ter consciência de que não há condições nem tempo para resolvermos todos os problema ao mesmo tempo. Se nos detivermos em discussões estéreis, fora do foco, perderemos o rumo e a unidade que nos fez fortes até aqui, e que nos permitiu agir, com sucesso, no ponto e no momento certos.

Gen Bda Paulo Chagas

Anúncios
Esse post foi publicado em Atualidades. Bookmark o link permanente.

2 respostas para Para onde devemos dirigir o esforço da nossa vontade coletiva?

  1. Maria do Carmo F. Soares disse:

    Nobre General, parabéns, mais uma vez, pelo texto.

    Quisera que aparecesse algum político em nosso contexto que estivesse isento das raízes do sistema da corrupção.

    “Infelizmente, uma super abundância de sonhos é compensada por um crescente potencial de pesadelos.” (Sir Peter Ustinou)

  2. hoje só temos um nome para presidente. JAIR BOLSONARO. O resto é pra ser jogado na latrina. Todos bandidos, disfarçados e amparados pelos melhores juristas do bRasil, e pagos com o dinheiro do povo. Os ideais, o patriotismo e a convicção dele em relação ao bRasil que todos nós sonhamos, vem fazendo nascer no coração do brasileiro a esperança perdida….BOLSONARO …2018

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s