Palpites infelizes

Caros amigos

A quantidade de pessoas que se acham capazes de dar palpites em assuntos dos quais nada ou quase nada sabem é tão grande que se torna uma das evidências do atraso político e cultural do Brasil.

Impressionam-me os palpites sobre o que os militares devem ou não devem fazer e, pior, como deveriam comportar-se diante da adversidade e cumprir suas missões.

São pessoas que, aparentemente, nunca vestiram uma farda ou, se vestiram, fizeram dela não mais que uma vestimenta.

É lamentável a quantidade de besteiras que se ouve e lê a esse respeito. Chegam ao cúmulo de acharem-se capazes de julgar e orientar a ação de comando de um General com as virtudes, a liderança e a estrutura moral e profissional do Gen Villas Bôas.

Gen Bda Paulo Chagas

 

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4 respostas para Palpites infelizes

  1. José Carlos Fiorido disse:

    Meu bom General,

    O palpite mais infeliz é aquele que não é dado! Se temos que retirar a sociedade brasileira da inércia é preciso considerar que o ” palpite infeliz” é a tentativa do palpite feliz. Quando alguém dá um palpite ou pitaco que o senhor chama de “infeliz” surge a oportunidade de contrapor-se e mostrar a esta pessoa ou a todos que pensam como ele o outro lado.
    A coragem de expressar é uma saida do casulo. Lamento muito quando vejo alguém querer calar um ignorante. O palpiteiro “infeliz” de hoje será o ativista educado de amanhã. Claro que existem os endurecidos…os que nunca mudam, mas pelo menos conhecemos suas idéias, ações, opiniões e do que são capazes.
    O pior inimigo é o silencioso…nunca sabemos o que ele pensa.
    Obrigado por suas lições,
    Bom dia!

  2. Nelson Duarte disse:

    Sábias palavras, general !!
    Mas… nunca devemos nos esquecer que, estando o país, nos índices de educação que são mostrados internacionalmente, não deveríamos esperar muito, por palpites felizes. Após anos de abandono da educação … sem o mínimo discernimento entre o que é a ideologia de esquerda e direita, talvez caiba ao povo, somente essa enxurrada de palpites infelizes, pois basta acompanharmos as nossas Instituições , aquelas que “devemos” confiar… libertando assassinos, distribuindo para alguns, tornozeleiras e uma boa estadia no lar dizendo abertamente que, o crime compensa. Talvez seja essa indignação extrema que faça , parte da população, optar por palpites infelizes. Não que eles se julguem capazes de dizer ao alto comando das Forças Armadas, o quê , quando e como fazer mas provavelmente, já foram atingidos , de alguma maneira , pela violência quer seja pagando pelos roubos que não participou, quer seja com a vida de parentes ou conhecidos que se incluem entre as 60 mil mortes por ano, quer seja pela insegurança de sua aposentadoria, após uma vida inteira de luta na retidão do bom caráter, das leis e da ordem. Talvez eu me inclua entre aqueles que dão esses palpites infelizes mas sem sombra de dúvidas… gostaria de não precisar dá-los. Os resultados da Lava Jato, expõe quem são as figuras que mesmo assim, ainda têm o poder da caneta, dos decretos e da mudança das leis , em benefício próprio. Particularmente, não entendo que sejam , palpites infelizes mas… falta de alternativas , no horizonte , lamentavelmente. Uma falta de alternativa, que não deveria ser desconsiderada pois um povo, jamais daria tais palpites, não houvesse a necessidade batendo a sua porta!!! Grato general, pela atenção!!

  3. Celso L. A. Moraes disse:

    Cero Gal Chagas. Eis que depois de tantas glórias vimos nossas FFAA serem atacadas por egressos realistados no Mov. Comunista em nosso país. Como tenho afirmado insistentemente e sem impressionísmo algum, quanto mais eleva-se o tempo às omissões , mais baixas teremos Se alguma ação for requerida, por menor que sejam, serão os Militares responsabilizados com a comunidade internacional, isto é sabido. Ao atoleiro ou a selva, eis os rumos, e sabemos dos transtornos de cada um desses caminhos. Tanto pior será nos manter como espectadores do caos que se formalisa dia-a-dia, frutos das Instituições aparelhadas, das escolas para homosexualizar crianças, da imigração de combatentes terroristas desenfreada, mesmo antes de alguma legalização assinada para tanto, dos homicídios que são considerados maiores que em guerras declaradas no oriente médio, enfim. – Não há governo presidencial , não há legalidade Legislativa Estadual ou Federativa, não há mídia que não seja comprada; que na somatória gera alto comprometimento de nossa SOBERANIA. Maldito será o tempo demorado que poderá colocar em risco ideológico-partidário ao comunismo ou aslamismo os filhos deste solo a serem angajados em nossas fileiras. Das ciências políticas e estratégicas de segurança nacional que vossas senhorias são doutos, a nós meros contribuintes, restam apenas assistir nossas vidas, nosso futuro e de nossos filhos, nossos pequenos patrimônios e singelos meios de sobrevivência serem colocados numa balsa de vime e lançadas em mar alto a merdcê de nós mesmos. Este processo social e “democrático (?)” da direita, que esperamos ser vencedores, e o qual não precisa ser tutelado pelas FFAA poderá se estender por décadas, isto é sabido. Assim, que valor terão as vidas de milhares de cidadãos que sucumbirão nesse prazo astrnômico ? Sim meu caro Gal Chagas, nossas infeizes colocações são fundamentadas pelo sacrifício que enfrentamos em nossa rotina diária de vender o almoõ para comer o jantar e ainda ao enfrentarmos inimigos em trajes de gala, terno, ou bombeta de lado com cabelinho tipo escovinha. Estamos sendo mortos meu amigo, desarmados.

    • Respeito a sua opinião, mas discordo da sua análise pessimista. Julgo que o povo brasileiro tem condições de reverter este quadro por conta própria, como, de fato, tem feito. Dizer que os militares estão alheios ao problema é o mesmo que discrimina-los como não cidadãos deste país, sem direito a voto ou a participação na vida da Nação, quando, na realidade, eles sentem na pele, junto com suas famílias, tudo o que qualquer brasileiro sente, portanto não têm como estar afastados do que se passa.
      O Brasil demorou 30 anos para ser destruído e não será reconstruido de um dia para o outro. A destruição é sempre mais rápida e fácil do que a reconstrução. Não há milagres nem tampouco atalhos, há pela frente e para sempre, isto sim, muito trabalho, participação, vigilância e dedicação.

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