Na conversa com Bial, que toda a verdade seja dita!

Caros amigos

Acabo de assistir ao novo programa do Bial (07/06/17 – 03:30 Hs), desta vez, entrevistando a viúva e o filho de Vladimir Herzog e a jornalista Miriam Leitão e seu filho, Matheus.

Não se pode negar o direito de inconformidade às pessoas e às famílias vitimadas, direta ou indiretamente, pelas ações de repressão ao terrorismo ocorridas no Brasil no período de luta armada que se seguiu ao 31 de março de 1964.

A mesma lógica se aplica às famílias vitimadas pela ação dos terroristas.

A guerra é assim, não interessa quem começou, ou quem venceu, todos saem, de alguma forma, machucados.

Cabe, no entanto, contestar a generalização da história particular dos entrevistados, como se as suas angústias e apreensões fossem lugar comum entre as 90 milhões de almas que, à época, viviam no Brasil.

Uma infeliz tentativa de deturpar a verdade, porque não é à toa ou por qualquer motivo que há tanta gente querendo a volta dos militares ao poder.

Ao contrário do que foi dito, as pessoas que viveram aqueles dias testemunham um ambiente inseguro apenas para a bandidagem em geral e para os terroristas em particular, diametralmente oposto ao que se vê hoje no Brasil, governado pelos terroristas de antanho!

Os entrevistados chegaram ao cúmulo de tratar a impunidade vigente nos dias de hoje como “herança da ditadura”. Lembrei-me mais uma vez da “Geni”, personagem da canção do não menos comprometido Chico Buarque de Holanda, que todos malhavam porque fora feita para apanhar.

Como escrevi, há algum tempo, à Sra Mírian Leitão, ela tem todas as razões do mundo para não esquecer do que lhe teria acontecido nos dias em que esteve presa, assim como não tem qualquer razão para esquecer dos motivos que a levaram ao cárcere e a receber o codinome de “Amélia” em uma organização terrorista!

Em dezembro de 1972, ano em que Miriam Leitão foi presa, identificada como a militante “Amelia”, do PC do B, mais de cem pessoas tinham sido mortas em consequência de atentados terroristas, 300 bancos tinham sido assaltados por terroristas, 300 militantes comunistas haviam sido enviados para cursos de terrorismo na China e em Cuba, vários quartéis haviam sido assaltados para roubo de armamento, 3 diplomatas haviam sido sequestrados, militares estrangeiros haviam sido justiçados, vários atentados à bomba haviam sido executados – dentre eles o do Aeroporto dos Guararapes e o ataque ao QG do II Exército – e a Guerrilha do Araguaia – comandada, patrocinada e mobiliada por agentes do PC do B – estava em curso de operações, em vista disso, é fácil concluir que a militância da jovem jornalista e de seu namorado nos quadros do partido os enquadrava na categoria de agentes do terrorismo.

Na busca da verdade, que toda a verdade seja dita!

Gen Bda Paulo Chagas

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4 respostas para Na conversa com Bial, que toda a verdade seja dita!

  1. Dulci Teixeira disse:

    Palavras muito bem colocadas! Parabéns!

  2. Nelson Duarte disse:

    Aproveitando o gancho… conforme venho dizendo e, está claro, quem tem o poder da caneta… muda a história. O que estamos vendo no TSE, é mais uma pérola da discricionariedade. As provas… não mais são parâmetros para condenar ou inocentar réus! O “achismo discricionário” , paralelo ao rigor da Lei, sim!!! Há muito tempo que a insegurança jurídica, não mais é uma ameaça. Tornou-se código de fé pública. Uma sociedade que assim vive, esperando de suas Instituições , falidas, a salvação de sua civilização… já está morta !!! Lembro aqui, Ann Harendt: “Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada.
    (Ayn Rand).

  3. Carlos Zindel disse:

    Infelizmente não há diálogo ou convivência possível com a ‘esquerda’, são fanáticos, obsessivos compulsivos, psicóticos, psicopatas na maioria dos casos. Os partidos de esquerda não querem a democracia e portanto devem ser proscritos em caráter definitivo, assim como ocorreu com o nazismo. Grande abraço!

  4. Marcello Kutner disse:

    A propósito. Como é atualíssimo o comentário de Hannah Arendt, lembrado acima por Nelson Duarte , para a nossa realidade de hoje , Se não houver reação às patifarias cometidas, dia sim e o outro tambem , então , “A SOCIEDADE ESTÁ CONDENADA”

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