Democracia é como religião, não basta acreditar, tem que ser professada.

Caros amigos

Muitos cristãos maldizem a Deus quando perdem um familiar ou amigo próximo e querido e jogam no lixo a crença na promessa divina de uma outra vida, ao lado do Pai, na qual juravam crer até o dia anterior!

O mesmo acontece na prática política com muitos que se dizem democratas quando as suas convicções são derrotadas no embate das ideias ou nos processos legislativos, judiciários e eleitorais.

A “Parábola do Semeador”, que põe em relevo a ação de propagar a Palavra por toda parte, não importando o terreno que a acolhe ou o resultado do esforço, nos deve servir de exemplo. Na terra boa ou não, apesar dos pássaros, do terreno pedregoso e dos espinhos, ela é ouvida e compreendida e, no final, frutifica e a colheita é sempre compensadora.

Cada um de nós tem o dever de semear o que julga ser direito sem medo do fracasso. A nossa omissão e o nosso derrotismo são os melhores estímulos para a vitória dos nossos oponentes em qualquer área da atividade humana.

Precisamos, portanto, perseverar tanto na fé religiosa quanto na prática da democracia e acreditar na força e na infinidade dos seus recursos mas, principalmente, na compensação da semeadura e da defesa permanentes das nossas convicções democráticos.

Gen Bda Paulo Chagas

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