Determinação, tolerância e paciência são as palavras chave do Liberalismo

Caros amigos

Segundo o escritor Mário Vargas Llosa, no Liberalismo não há verdades absolutas, mas ideias básicas que têm a liberdade como um valor supremo em todos os campos, sem fórmulas rígidas para colocá-las em prática. Esta flexibilidade é que fez com que se tornasse “a doutrina que mais contribuiu para melhorar a convivência social, promovendo a liberdade humana”.

A sua implantação, no entanto, de acordo com o ponderado político peruano, não deve ser abrupta ou imposta, porque pode provocar “frustrações, desordens e crises políticas”, colocando em risco o próprio sistema democrático e “isto é tão essencial para o pensamento liberal como a liberdade econômica e o respeito pelos direitos humanos”.

E vai mais além quando afirma a sua persuasão de que o Liberalismo é “uma doutrina em que a tolerância, a coexistência política, os direitos humanos, o espírito crítico, a cultura e a fiscalização do poder são tão importantes quanto a propriedade privada e a economia de mercado para estimular o progresso social”.

Desta forma, o pensamento do Marquês de Vargas Llosa* nos dá a oportunidade para conciliar afinidades com a Monarquia (Tradição), com o Conservadorismo (Costumes e Valores) e com o próprio Liberalismo (Economia), mas, principalmente, para harmonizá-las com o respeito que se deve ter à nossa triste “socialismidade”, sem o qual não será possível vencê-la, na medida em que, neste campo, as convicções devem ser entendidas como algo evolutivo e dinâmico, válido até que outro o “qualifique ou contradiga”. Afinal, o Liberalismo é um conjunto de idéias e não uma ideologia!

É preciso, portanto, ser tolerante porque a “tolerância significa, simplesmente, aceitar a possibilidade de erro nas próprias convicções e a verdade nas dos outros”.

Assim, temos que ser determinados ao apresentar o Liberalismo como de fato é, a melhor opção para tirar o Brasil de mais essa crise e para assegurar o futuro que, há mais de quinhentos anos, estamos perseguindo, contudo, sem nunca negligenciar do respeito aos conceitos e costumes que, mesmo equivocados, ao longo desse tempo e, particularmente, nas últimas três décadas, contaminaram o comportamento e as ambições do povo brasileiro.

Determinação, Tolerância e Paciência são as palavras chave desse processo!

Gen Bda Paulo Chagas

(*) Em 4 de fevereiro de 2011, Vargas Llosa foi levantado na nobreza espanhola, pelo Rei Juan Carlos I, com o título hereditário de Marquês de Vargas Llosa.

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2 respostas para Determinação, tolerância e paciência são as palavras chave do Liberalismo

  1. Caro General, acredito que este conceito de liberalismo mistura temerosas características de virtudes e vícios, à vontade do freguês. Cada vez mais, percebo que a tentativa de justificação de valores humanos, excluindo, na justificativa em si mesma, a natureza mais completa do homem, que enxerga em Deus seu único caminho e fim, abre portas para abstrações etéreas, sem nenhuma conclusão concreta e precisa. Veja que, aceitando Deus como nossa finalidade, naturalmente aceitaremos o exercicio de valores como determinação, paciência e tolerância, desde que precisamente dentro do desejo de Deus. Afinal, devemos ser pacientes e tolerantes com o mal? Não! De forma alguma! Devemos ser intolerantes e impacientes com o mal, expurgando-o de nosso íntimo e, depois, de nosso convívio próximo. E a determinação é virtude humana frágil e capenga, como vemos em nossas próprias capacidade de mantermos nossas determinações e que só alcançam voos maiores quando recebem auxílio divino, Graça santificante, como vemos nos Santos, em longos e sofridos martírios, com determinação que transborda o esforço meramente humano. Enfim, acredito que qualquer pensador atual que não seja fortemente conectado a Cristo e sua Igreja será fortemente contaminado com sua época e seu mundo. E sabemos que nosso mundo e nossa época está terrivelmente próximo da incapacidade de julgar o mal como mal, e o bem como bem, chegando a presenciarmos um General brasileiro como o senhor, defendendo ideias atuais abstratas e, mesmo sendo realmente alocados em tom de discurso moderado, continua inoculando um perigoso veneno ( sendo o marxismo a espécie de serpente atualmente mais famosa): de nos fazer acreditar que não existe bem e mal. Quem diria que aquela serpente do Jardim do Éden continuaria convencendo-nos a comer a maçã proibida? Saudações

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