O STF e o voto impresso – Uma crítica de quem testemunhou.

Caros amigos

Estive, hoje, presente à decisão do STF de descumprir a lei do voto impresso e concordo que as urnas eletrônicas podem ter todas as virtudes citadas no relato do Ministro Gilmar Mendes, mas é fato incontestável, embora ignorado pela Corte, que não têm a mais importante delas: “A confiança do eleitor”! Nenhum outro predicado é válido enquanto este não for incorporado às “qualidades” do aparelho.

De 2016 a 2018, houve um espaço de 2 anos para que fossem feitos todos os experimentos necessários para a aprovação da impressão do voto, no entanto, fica a pergunta: O que fez Sua Excelência, o sábio Gilmar Mendes, nesse período de tempo, para cumprir o seu dever, além de “advogar” pela “liberdade” de criminosos encarcerados ou em vias de sê-lo?

Ouvi falar muito em “economicidade” para uma nação roubada em trilhões de Reais pelo cancro da corrupção, o que autoriza o povo, com muita lógica, a atribuir grande parte da culpa à eleições fraudadas que proporcionaram a ascensão de marginais para os cargos relacionados ao roubo!

Quanto vale a honestidade e a confiança dos eleitores? Vale mais ou vale menos do que o que foi roubado do Brasil? Tem algum corrupto ou comunista se queixando das urnas? O que são dois super dimensionados bilhões de Reais diante do tanto que nos foi surrupiado? Quanto vale a crença dos eleitores no processo eleitoral?

Torna-se ridículo atribuir “elevada complexidade” à aposição de uma impressora à urna eletrônica. Isso depõe contra a festejada competência criativa dos brasileiros que produziram os artefatos e que tanto orgulho dá aos Srs Ministros que as defendem no exterior.

A possibilidade de substituir as urnas eletrônicas por cédulas em papel também foi considerada cara e de implantação demorada, quando deveria estar no orçamento e nas providências do TSE, porquanto, segundo fui informado, é obrigatório tê-las em quantidade suficiente, em todas as Seções Eleitorais.

A comprovação impressa do voto, diferentemente do que foi argumentado, é para o eleitor, na intimidade inviolável da cabine de votação, não para a Justiça Eleitoral, nem pode ser usada como recibo para os compradores de votos, porque é, apenas, a impressão em papel da vontade do eleitor, depositada automaticamente em uma urna de lona.

A elevada abstenção verificada nas últimas eleições se deve, é verdade, à falta de confiança na política brasileira, onde está incluída a forma como se processam as eleições. O eleitor não sente prazer em ser roubado, muito menos em ser usado no ato que dá origem à subtração de recursos públicos, da sua liberdade e do seu poder. Há, com certeza, alguns eleitores interessados na fraude, porque mamam nas tetas da corrupção, mas a maioria, obviamente, sente-se violentada!

Não cabe aos Ministros julgar as leis, mas o desrespeito ao seu cumprimento.  O STF não tem poder para revogar ou para não cumprir as leis, mas, em conluio com a PGR, a “Fiscal da Constituição”, tudo se torna possível!

A impressão do voto serve para AUDITAR o resultado do voto eletrônico. A proposta do voto em papel, embora retrógrada, é, sem dúvida, mais confiável do que a eletrônica, porque fraude material é mais fácil de ser detectada do que a digital.

Entre tantas certezas e dúvidas, fica também a pergunta: Quem é o Ministro Dias Toffoli, ex advogado do PT, com seu novo penteado, para denunciar corrupção e compra de votos? Ele sabe que a fraude não se processa no ato de votar, mas na apuração! Ele sabe também que a apuração eletrônica é inconstitucional porque fere o principio da publicidade.

Não é justo, portanto, que a “JUSTIÇA” obrigue o povo a participar de um processo no qual ele não confia plenamente. O STF não pode decidir pelo povo sem consultá-lo, afinal, todo o poder emana dele!

Como testemunha do fato, é como penso e como me manifesto!

Gen Bda Paulo Chagas

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12 respostas para O STF e o voto impresso – Uma crítica de quem testemunhou.

  1. Ronald Heisemberg disse:

    Excelentíssimo General!
    Quero compartilhar contigo duas análises sobre a decisão criminosa do STF:
    Live do Leandro Ruschel:

    Clamor do Bernardo Küster:

    Nesta última o Bernardo pede para as forças armadas acompanharem a apuração dos votos, para que não seja novamente com portas fechadas, mas uma apuração aberta e pública. É mais do que boa, é uma excelente e necessária ideia.
    Abraço!

  2. Nelson Duarte disse:

    Lamentavelmente vemos ,dia após dia, o avanço do socialismo por vias “legais”. Conforme eu disse há algum tempo… até a eleição, os detentores do poder da caneta, deixarão o Brasil tal qual um Frankstein, caminhando qual um zumbi, cheio de remendos completamente sem rumo. Mas o general afirmou que as Instituições estão funcionando. Eu discordei e disse que Instituições não fazem nada mas as pessoas que infestam as Instituições , sim!!! E de dois passos a frente e um passo para trás… os socialistas avançam. Qual será o momento de dar um basta nisso antes que seja impossível reverter o quadro e, já há estudiosos que afirmam ser praticamente impossível organizar o país sem que as FFAA se posicionem pois até mesmo elas, tal qual a Venezuela, estão a cada dia que passa , num processo de inanição. A menos que tenham uma última carta na manga… vejo que a cada dia que passa começam a perder o apoio da população já que elas se colocam como não interventores do processo. Embora a população ainda confie nelas… talvez seja apenas uma tênue esperança. Muito difícil !!! Muito difícil!!!

    • É realmente muito difícil, mais ainda para as pessoas que julgam ser possível mudar o rumo de um país auto contaminado pelo socialismo por mais de trinta anos, apenas com um golpe à direita. Difícil, muito difícil!!

    • Concordo estamos vivendo o caos na sua plenitude e neste não tem Salvador da Pátria e não á respeito pelo povo brasileiro.
      As instituição advogam em causa própria enquanto tudo mais desmorona. Não é socialismo tornando conta é o favorocilismo que comanda as trocas e trilhões de trocados.

  3. paulo musambani disse:

    Nosso bRasil majestoso, imponente, um verdadeiro continente.
    Fadado a ser a eterna promessa de país do futuro.
    O crime organizado destrói a juventude, a sociedade ORGANIZADA pensa mais em gasolina no que em outras tantas reais necessidades, os políticos se perpetuam no poder, e o povo ?
    A esse amado povo é muito querido em época de eleições e conclamados a torcerem a seleção de futebol.

    E depois, ah! depois continua-se a trabalhar feito louco e pagar impostos (um dos mais caros do mundo e sem nenhum retorno),

    E não se houve nem dá boca pra fora de algum candidato que se precisa rever a tributação no bRasil;e algum deles irá ganhar, pois nós adoramos votar e temos nossas urnas eletrônicas as mais modernas do mundo(só nós temos acho).kkkkkkkkkkkkkkkkk

    Vamos continuar………..a vida segue, que Deus nos de saúde pra trabalhar e graças pra aquele que não têm emprego encontrar algum…

    Abraços a todos…

  4. Ronald Heisemberg disse:

    Do Guilherme Macalossi:
    Se o voto impresso é considerado inconstitucional então podemos depreender que são nulas todas as eleições que tiveram voto em cédula sob a vigência da atual Constituição.

  5. Ronald Heisemberg disse:

    General Paulo Chagas, agora, com urnas fraudáveis e inaditáveis, vão começar a gradativamente diminuir a diferença nas falsas pesquisas de intenção de voto e publicar na grande mídia somente as pesquisas por encomenda. Nada mais óbvio que isso…
    As forças armadas podem fazer algo a respeito e conferir de perto a apuração da eleição, ou deixaremos fazerem novamente a portas fechadas?

  6. É louvável a atitude do general Paulo Chagas em relação à impressão dos votos eleitorais das eleições gerais de outubro de 2018, que daria publicidade aos resultados e dificultaria fraudes na apuração. É uma pena que até ministros do STF encontrem justificativas para burlar a Lei ou até mesmo mudá-la na sua aplicação sob a justificativa de “interpretação”. É notório que cabe ao poder Legislativo a elaboração das Leis menores e maiores da Nação, desde os códigos até a Constituição Federal. Todos sabem que as Forças Armadas estão pacientemente, há mais de 30 anos, aguardando que os próprios civis consertem a Democracia conquistada depois de muita luta e esforço. E como disse o general Mourão, estamos chegando no limite de tolerância entre o caos atual e o caos generalizado, e o povo brasileiro só não está órfão nessa triste jornada, pois tem na sua retaguarda e como bastião a existência, presença e poder das Forças Armadas. Resta saber se as eleições e seus eleitos vão iniciar o processo de limpeza do cenário político brasileiro. Resta saber quando a guerra civil do Rio de Janeiro vai ser encarada como guerra de fato e não como um simples problema de segurança pública, e essa preocupação já foi manifestada cabalmente pelo general Paulo Chagas. Desse modo é preciso esperar primeiro pelas eleições, depois pela conduta dos ministros do STF e depois pela posse e conduta do novo presidente da República e dos novos congressistas. Mas será de fato que em 2019 teremos um novo cenário político, mais limpo, democrático e honesto?
    BRASIL ACIMA DE TUDO!

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