Conclusões sobre a greve da PMES

Caros amigos

É fácil comprovar, e nunca é demais repetir, que o fim do Regime Militar ensejou o início de um estudado e deliberado clima de libertinagem que nos conduziu, ao longo dos últimos 30 anos, à exacerbação do desmando, da corrupção, da impunidade e da compensação do crime, fazendo com que chegássemos, nos dias de hoje, ao caos e ao império da criminalidade.

O primeiro marco temporal dessa planejada “evolução” foi a promulgação da nossa Constituição “Cidadã” – aglomerado de direitos deliberadamente dirigidos aos “cidadãos” portadores da “necessidade especial” de protegerem-se da ação coercitiva do Estado.

Desde antes da chegada do PT ao poder – etapa fundamental de um plano totalitário, comunista, elaborado pelos integrantes do Foro de São Paulo – além da crescente libertinagem, falsamente apresentada como “liberdade”, procedia-se a uma inescrupulosa campanha de demonização, desmoralização e cooptação das FFAA e das Polícias Militares, procedimento fundamental para o sucesso do plano.

A criação da Comissão Nacional da Verdade e a criminalização da ação policial militar face à violência crescente da bandidagem, cada vez mais estimulada a organizar-se, são evidências dessa componente do plano.

O fim da influência do Exército sobre as PM – Forças Auxiliares – com o esvaziamento da Inspetoria Geral das Polícias Militares (IGPM), cedeu terreno para que o Poder Político ocupasse esse espaço e buscasse transforma-las em milícias a serviço dos interesses políticos e ideológicos dos governos estaduais. A promoção de um Major a Coronel, contrariando todas as regras de promoções, para em seguida nomeá-lo Comandante Geral da Brigada Militar, durante o governo de Tarso Genro, no Rio Grande do Sul, é o exemplo mais gritante dessa nefasta “evolução”.

A ditadura do “politicamente correto” e a hipocrisia dos defensores dos “direitos humanos” tolheram a tal ponto a atuação das PM que chegamos à nunca imaginada marca das 60 mil mortes violentas por ano e, no mesmo período, ao recorde mundial de assassinatos de policiais.

Em que pese à ilegalidade, à inoportunidade e aos resultados fatídicos da atual greve da PM do Espírito Santo – que transformou o estado em área liberada para todos os tipos de crimes -, a sua ausência nas ruas deixou comprovada a sua eficiência na contenção do índice de criminalidade intencionalmente estimulado pelo plano macabro de poder da esquerda revolucionária, liderada pelo Partido dos Trabalhadores.

A forma escolhida pelos Policiais Militares para sensibilizar o governo do Estado para a sua degradante situação salarial é também reflexo da perniciosa politização de seus quadros mais graduados, porquanto a hierarquia, a disciplina, o sentido da autoridade e a tradição – pilares de qualquer organização que se quer militar – são fatores que asseguram, além do amor próprio e do espírito de corpo, a confiança nos chefes, selecionados por seus méritos pessoais e profissionais para o exercício do Comando e para assegurar os interesses corporativos de quem diariamente arrisca a vida para cumprir o seu dever.

O ingrediente mais importante da liderança bem sucedida é a confiança. Um líder militar é alguém que identifica e busca, a qualquer custo, a satisfação das necessidades legítimas de seus liderados. A autoestima é fundamental para a eficiência dos soldados e inclui a necessidade de sentir-se valorizado, tratado com respeito, apreciado, encorajado, tendo seu trabalho reconhecido e justamente recompensado.

A autoridade do Comandante se estabelece quando há a certeza de que ele serve aos subordinados e sacrifica-se por eles, pela instituição e pelo compromisso de todos com a nobreza da missão, acima de qualquer interesse pessoal.

O lamentável episódio, além das conclusões acima e de muitas outras que o estudo minucioso do caso possam trazer, permite, em particular, enaltecer o exemplo de prontidão das FFAA brasileiras para acudir a sociedade em perigo em quaisquer circunstâncias e locais do território brasileiro, põe em dúvida o custo benefício da manutenção de uma Força Nacional de Segurança Pública nos moldes atuais e, por fim, mas não por último, prova o desserviço à segurança pública e pessoal causado pela lei do desarmamento dos homens e das mulheres de bem, diante da impossibilidade de desarmar os criminosos, este sim, um efetivo atentado aos direitos humanos dos humanos direitos!

Gen Bda Paulo Chagas

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15 respostas para Conclusões sobre a greve da PMES

  1. Carmen Aranha disse:

    Gal Paulo Chagas. O Sr transforma em palavras o sentimento de minhões de brasileiros que se vêm reféns dessa corja. Somos gratos à sua vigilância. Carmen

  2. Saudades do tempo de Ernesto Geisel, Figueiredo, éramos felizes e não sabíamos. Lembrar as filas na escola pra cantar o hino em frente à bandeira, que orgulho. Respeitávamos as polícias e o exército, e éramos respeitados. Não tínhamos medo,e sim respeito. Vemos um país totalmente fora do controle, gente roubando tênis, comida, celular, bicicleta velha e qualquer coisa que encontrar. O ser humano precisa de controle, de leis rígidas, de temer alguma coisa. Os honestos respeitam, a grande maioria dos brasileiros. Os outros se aproveitam da podridão instaurada por esses falsos governantes, comunistas e não comunistas, que no fim são todos iguais. Hoje temos que lutar por BOLSONARO na presidência, o resto é latrina….

  3. Maria do Carmo F Soares disse:

    Saudações Nobre General, em tempo da leitura desse escrito, ouvimos rumores de organização das PM´s de outros estados a acompanharem o movimento do Estado do Espírito Santo; dessa forma, vemos uma população dividida, a favor e contra a PM, e acuada como sempre esteve pelo crime organizado.
    A perplexidade do caos noticia a real situação do Pátria. Lamento que a população que está contra a PM não consiga enxergar que mesmo se não houvesse greve os estados manteriam suas “estatísticas aceitáveis de crimes” como vem fazendo com normalidade.
    Espero que, finalmente, às FFAA venha a exercer com legitimidade popular e em união com todas as policias o comando de nossa Pátria, por que se não houver um comando efetivo de ordem das FFAA, tanto policias como nossos bravos soldados, serão alvos fáceis nas ruas do crime organizado.
    Não se teme enfrentar o crime, se teme ter que ficar criminalizado pelas leis brasileiras. Quantos policiais estão presos nesse momento? Quantos órfãos estão lamentando a morte de seus pais em serviço?….Quanto tempo, ainda, aguentaremos…..

  4. Jose Carlos Fiorido disse:

    Caro Gen Paulo Chagas,

    Boa tarde!

    Posso compartilhar o seu texto no meu facebook?

    José Carlos Fiorido.

    Cel PM RR – PMES

    ________________________________

  5. Yen disse:

    Parabéns Exmo Gen.
    Um retrato preciso da doença que tomou conta da sociedade. A inversão de valores, a desfiguração da família, a hipócrita ideia de que homens e mulheres tem as mesmas necessidades, a valorização desmedida dos direitos e do abandono dos deveres, o fim do sacrifício individual pelo bem coletivo, o ateísmo materialista são apenas exemplos do legado de uma de classe política perdida em si mesma. A esquerda, enquanto resistência, por mais distorcida que fosse, antes de chegar ao poder apresentava uma ideologia. Hoje, representa o que há de pior na classe política e na classe operária.
    Tenhamos esperança. O Brasil será resgatado. Uma Nação forte precisa de um Braço forte. As Forças Armadas, apesar da interferência, tem a indelével tradição de ser o esteio dos valores e do caráter do homem patriota. A verdadeira Igreja, por mais de dois milênios, também saberá resgatar os verdadeiros valores da família. Parabéns!

  6. Carlos Zindel disse:

    General, isso tudo assusta e muito a civis como eu, infelizmente tenho a impressão que a cada dia nos aproximamos mais e mais do ponto em que uma intervenção de alguma natureza se fará necessária, mas ainda assim seguimos esperando por uma solução pacífica e legal para a situação catastrófica em que se encontra o nosso país, seguimos confiando nas nossas FFAA como sempre, e seguimos confiando em Deus acima de tudo. Grande abraço!!

  7. rodrigo disse:

    O desarmamento sempre foi feito e defendido pelo exercito brasileiro, que ve o proprio povo como um inimigo, bem diferente do exercito do Uruguay, Paraguay e da Argentina que autoriza a compra de .45 e até rifle Lapua .338.

    • Engano seu, Rodrigo. Você está fazendo uma interpretação equivocada da posição do Exército Brasileiro. Não existe a possibilidade de que uma lei seja cumprida, ou não, de acordo com a vontade de uma instituição, mais ainda quando esta instituição é armada e responsável final pelo cumprimento da lei e pela manutenção da ordem.

  8. Magno José de Werneck Lustosa disse:

    Senhores.
    Penso ser uma das mais importantes matérias lidas concernente aos difíceis momentos que atravessa nossa Pátria. Todas as palavras proferidas pelo Sr. General de Brigada Paulo Chagas, enfaticamente traduzem o que está sendo praticado desde os idos da década de 60.
    Às claras e sorrateiramente os governos promovedores do comunismo estruturam “minas” em terrenos das mais variadas classes sociais incitando os mais necessitados à invasões inconsequentes quando que por 16 anos não deram enfase à reforma agrária, nem a nenhum verdadeiro programa de moradias aos “sem teto”.
    Saudades do programa “Plante Que o Governo Garante” e se tivéssemos necessidades para atender à alguma emergência como a atual situação da febre amarela, hospitais de campanha já estariam armados para dar respaldo às secretarias municipais de saúde.
    Se comentarmos tudo que envolve esse quadro de falta de patriotismo, ficaremos por muito tempo entregues às escritas, porém, o “Documento” que tem a assinatura do Sr. Gen. Bda. Paulo Chagas é auto explicativo e nos impulsiona a tomadas de posição embasadas no amor pátrio.

  9. Antonio Carlos Nogueira Caldeira Leite disse:

    Caro amigo Gen Bda Paulo Chagas!
    A vossa explanação referente a este assunto, foi muito importante, porém, v.sa. esqueceu que Segurança Pública é um tema de uma grandiosidade profunda, falando em poucas palavras: aqueles que se apresentam ou representam a segurança da sociedade, são cidadãos de moral ilibada, que na realidade são educadores e suas salas de aula é a rua, a que chamamos de policiamento ostensivo e preventivo. Isto não se faz com patentes mas sim com policiais treinados para tal, ainda posso relatar que essa prática foi deixado desde que as Guardas Civis e Forção Pública, por decreto foram extintas e consequentemente incorporadas na atual Polícia Militar, que na realidade não atende as necessidades do povo brasileiro, pois é, umas das contradições da constituição de 1988, por incrível que pareça, desde a abertura da democracia e com a saída dos militares do poder, os nossos políticos nada fizeram a esse respeito. A situação caótica em que se encontramos foi devido a essa omissão, que é tão grave e se não for feitas as reformas em toda a estrutura da segurança pública, a criminalidade vai crescer e ficando quase que incontrolável.Haja visto que em 1974, quando ainda esta na ativa na Policia Militar do Estado de São Paulo, já previa essa catástrofe. A policia é um mal necessário, porque se todos cumprissem com as suas obrigações, não haveria necessidade de policia!, porém se é preciso, ela terá que ser constituída por homens prontos a enfrentarem todas as adversidades em prol da paz e segurança do seu povo, naturalmente deverá ser oriunda de uma organização policial inteligente e bem estruturada. Quanto aos valores a receber pelos seus serviços, primeiramente não deverá ser o fundamental, mas sim o comportamento de cada componente da corporação, porque sem moral não ha postura de agente da autoridade ou autoridade, onde fica subtendido que a carreira policial não é emprego mas sim missão e comprometimento com a socieade. Na atual situação é orarmos a Deus para que seja encontrada solução para esse problema.

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